Ando a ver a primeira temporada da série "Dexter" e para quem gosta do género, esta é uma série sarcasticamente deliciosa. Baseada no livro "Darkly Dreaming Dexter" de Jeff Lindsay, retrata a história de Dexter Morgan (interpretado por Michael C. Hall) um serial killer que trabalha como analista forense, especialista em padrões de dispersão de sangue, no Departamento da Polícia de Miami. Dexter foi adoptado e desde muito novo que adquire o instinto de matar. Ele mata criminosos que escapam à justiça sem deixar qualquer rasto ou vestígio. Vale mesmo apena ver esta série.
Recentemente estreou a segunda temporada da série no canal FX. Foi feita uma campanha por forma a publicitar a mesma em que foram entregues kit's compostos por uma caixa de celofane Dexter garantindo que "A película aderente Dexter, devido à sua impermeabilidade e aderência, mantém a vítima bem presa e o chão sem salpicos de sangue, evitando assim, a formação de pistas e vestígios de assassínios". A informação sobre a série seguia embrulhada na própria película aderente. Nas principais vias da cidade de Lisboa, promotores com uma faca espetada nas costas e a escorrer sangue distribuíam folhetos dentro de sacos de plástico com vedante. Os mesmos davam a conhecer a série sugerindo que a pessoa "poderia ser a próxima".
Ainda nas casas de banho,, por cima do urinol, vê-se um cartaz a anunciar a série Dexter. Quando se puxa o autoclismo vê-se sangue a escorrer pelo urinol. Aí existe uma clara associação ao cartaz que interroga "Vês sangue em todo o lado? Então esta temporada é para ti". Muito bom!
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Com este nome (




Há uma tendência generalizada entre os portugueses de tratar as pessoas por "meu amigo", muitas delas sem se conhecerem de lugar algum. Acontece-me repetidas vezes e confesso que esta expressão não me agrada, mesmo entre os amigos mais chegados. "O meu amigo isto...o meu amigo aquilo...". Há quem use e abuse disto, independentemente do sexo ou da idade da pessoa com quem se encontram a falar. Já analisei algumas situações e concluo que quem diz isto muitas vezes, fá-lo numa situação em que quer sobressair, ficar por cima na conversa, ter a última palavra. Muitas vezes o "meu amigo" chega a ser entoado de uma forma arrogante, numa de "vê lá se te calas porque não percebes nada disto. Eu é que sei, eu sou o maior...". Chega a ser ridículo, principalmente em situações em que os interlocutores nunca se conheceram antes. Assim sendo, é muito fácil criar uma amizade em Portugal, parte-se logo para a base da amizade sem se conhecer minimamente a outra pessoa. Se for preciso, passada meia hora, a pessoa que estava a chamar "meu amigo" a outra já está a dizer mal e a rogar pragas. Outro "amigo" se seguirá.
Já tive o privilégio de visitar alguns países europeus e cada vez estou mais convencido que estamos ainda na cauda da Europa no que diz respeito aos maus hábitos e costumes por nós praticados. Hábitos esses que de certa forma, directa ou indirectamente, acabam por nos prejudicar. Poderia elaborar aqui uma lista desses hábitos, mas como isso tornaria o post muito longo, irei apenas mencionar alguns. Se calhar aqueles que mais mexem com o meu nervosinho. Por exemplo, quando vamos a conduzir muito tranquilamente na autoestrada e, de repente, do veículo que segue à nossa frente, saem dezenas de folhas de um jornal que acabou de ser deitado janela fora. Pior que isso, uma fralda descartável esvoaçante que acabou de sair do rabo sujo de um bebé chorão e que só por muita sorte não se colou ao nosso pára-brisas. Outro exemplo, quando estamos em público e alguém insiste em puxar por aquela escarreta que se encontra alojada algures nas entranhas. Ou aquela pessoa que acabou de espirrar para cima de ti numa qualquer fila de espera. Domingo à tarde, estamos a fazer um piquenique, ao nosso lado encontra-se uma família numerosa e barulhenta que espalha lixo por todo o lado. No fim arrumam tudo e seguem o seu caminho. Mas o lixo, esse ficou para trás. Quem quiser que apanhe! E por falar em lixo, quando os ecopontos estão cheios porque os serviços de recolha das câmaras funcionam mal e mesmo assim há sempre alguém que deixa o saco no chão encostado ao ecoponto, quando a 50 metros tem um contentor. É uma festa para os rafeiros abandonados quando isso acontece. Os estacionamentos para deficientes, é tão típico! O português só não leva o carro para dentro dos centros comerciais porque não pode. Na falta de melhor, um lugar para deficientes serve perfeitamente. Já vi condutores, não deficientes, com carros de alta cilindrada a disputarem lugares para deficientes. É vergonhoso! Mais um exemplo, a típica buzinadela por tudo e por nada, ao mínimo deslize levas com uma buzinadela, mesmo que ainda tenhas razão. Se o semáforo estiver para passar a verde é bom que já estejas em movimento quando isso acontecer, senão levas com a buzina do condutor impaciente lá de trás. And so on, and on, são tantos os maus hábitos que os portugueses poderiam tentar mudar para fazer deste um país civilizado, onde fosse agradável viver e onde as pessoas não pensem só nelas próprias. Porque afinal somos cerca de 10 milhões e quer queiramos quer não temos de viver em sociedade. 
Não deixa de ser irónico, hoje, data em que se comemora o "Dia Internacional da Luta Contra a Droga", ser notícia em jornais e televisão que a PJ fez a maior apreensão de droga deste ano. Tanto como 6 toneladas de haxixe o que corresponde aproximadamente a 15 milhões de doses individuais. A droga seguia a bordo de uma embarcão de pesca que foi detida na costa Vicentina, na qual seguiam três portugueses e um estrangeiro. De certeza que as intenções eram boas, aquilo nem era para vender nem nada! Eles iam era comemorar este dia numa qualquer praia deserta e lutando contra a droga, iriam desfazer-se dela, certamente...








