Aproveitando o lindo sol que ontem presenteou todo o país, e apesar do frio deste Inverno que teima em deixar-nos, fui dar um passeio até Belém. É uma das zonas que mais gosto na cidade de Lisboa e ideal para um passeio a pé, de preferência junto ao Tejo. Depois porque ali se concentram alguns dos mais bonitos e emblemáticos monumentos de Lisboa, como é o caso da torre de Belém ou o Mosteiro dos Jerónimos. Penso que foi a primeira zona que conheci da cidade, quando ainda era pequeno e então vínhamos nas excursões da escola, visitar o Planetário, o Museu dos Coches e a Torre de Belém. Penso que faz parte do percurso escolar de um indivíduo. Ou isso ou visitar o Jardim Zoológico. Mas adiante, é em Belém que se fabricam os famosos pastéis cujo aroma paira no ar e torna irresistível uma prova gastronómica de tal iguaria.
E assim foi, não resisti a beber um café acompanhado pelo belo pastel de Belém, mas para minha desilusão, não foi na Fábrica dos Pastéis de Belém, como eu gostaria, porque o meio-mundo de gente que ali se concentrava era tal que se eu decidisse esperar pela minha vez de ser atendido, se calhar ainda hoje lá estava. Fui então à pastelaria "A Chique de Belém", que pode não ser a mesma coisa, mas prima pelo atendimento.
Constatei também que o outro meio-mundo que não estava à espera nos Pastéis de Belém, estava concentrado à entrada do novo "Starbucks" de Belém, ali mesmo ao lado. É outra coisa que não compreendo, filas para comprar café. Mas parece que estes fulanos vieram para vencer, pois a afluência às lojas é enorme. Ou o café é mesmo muito bom, ou há ali um segredo qualquer que atrai quem por ali passa.
Para acabar o Domingo em grande forma, resolvi enriquecer um pouco a minha cultura, e fiz uma visita ao Museu Berardo.






Gosto do mar, bem como de muita coisa a ele associada, ou não estivesse a minha profissão ligada ao mar. Passear à beira mar, sentir a espuma das ondas que acabam de beijar a areia a desfazer-se nos pés descalços, o cheiro a maresia e o azul cristalino tão típico da água do mar. Gosto, por isso, de iniciar um novo ano perto do mar. Quando isso não é possível, e mais uma vez este ano não foi, costumo sempre ir passear junto ao mar no primeiro dia de cada ano. Sentir o mar por perto e contemplá-lo, funciona para mim como um carregar de baterias, é quase como um ritual que, para entrar em pleno no novo ano tem de ser cumprido. Este ano as condições climatéricas não foram animadoras, e como o sol tem andado envergonhado, só ontem tendo dado o ar de sua graça, decidi dirigir-me a uma das vilas portuguesas junto ao mar que mais aprecio, Sesimbra. Sim, tenho um carinho especial por esta localidade, acho-a uma vila bonita e simpática e a praia é fantástica, tem bons restaurantes e boa gastronomia. Valeu a pena lá ir, apesar do frio que se fazia sentir e do tempo encoberto, que mesmo assim não conseguiu intimidar os surfistas que se aventuravam na água fria. Sinto-me agora mais revigorado e com novas energias.





10 - Atonement [Expiação] de Joe Wright
E para terminar, o meu filme preferido deste ano, em todos os aspectos: (destaco, mais uma vez e excelente interpretação do falecido actor Heath Ledger no papel de Joker) 




