terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Dia Obama

Hoje foi um dia histórico, não só para os Estados Unidos da América mas para o mundo inteiro. Hoje, os olhos do mundo estiveram focados neste homem. É um virar de página para a política daquela tão poderosa nação. É um nascer de novo, uma lufada de ar fresco, é tempo de mudança. Esperemos que ele consiga mudar o mundo, ou pelo menos melhorá-lo!

Provérbios Casamenteiros de D. José Policarpo

A semana que passou ficou marcada pelas polémicas declarações de D. José Policarpo que aconselhou as jovens portuguesas a pensar bem antes de casarem com muçulmanos. Descobriram que o Cardeal tem mesmo uma lista de "provérbios casamenteiros" que passo a divulgar:
Casar com Muçulmano é sarilho todo o ano.
Casar com Judeu cuidado com o que é teu.
Casar com Jeová nem a tua mãe te salvará.
Casar com Adventista é pior que ir ao dentista.
Casar com Hindu só se já o tiveres visto nu.
Casar com Luterano é pior que muçulmano.
Casar com Budista nem que o teu pai insista.
Casar com Agnóstico só se for bom para o negócio.
Casar com Baptista faz mal à vista.
Casar com Ateu é pior que camafeu.
(retirado daqui)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

João Aguardela 1969 - 2009

Completaria este ano 40 anos. Mas o destino assim quiz que não acontecesse. Partiu, vítima de cancro. Deixou-nos momentos memoráveis enquanto membro da banda "Sitiados". Quem não se lembra do hit no início dos anos 90 "Vida de Marinheiro"? Mais recentemente fez parte do projecto "A Naifa". A salientar o prémio que recebeu em 1994 "Revelação da Sociedade Portuguesa de Autores".

domingo, 18 de janeiro de 2009

Quase a Estrear - "Coraline"

Do mesmo realizador de "Nightmare Before Christmas", Henry Selick, e adaptado dos livros de Neil Gaiman, está quase a chegar às nossas salas de cinema a história de Coraline, uma menina curiosa que adora explorar. Com a mudança da sua família para um casarão, ela vê a oportunidade perfeita para explorar jardins e pátios. Porém em dias de chuva ela fica tão entediada por ficar "presa" dentro de casa que acaba por procurar outras brincadeiras. Quando ela resolve contar todas as coisas azuis da casa, ela encontra uma porta misteriosa. Essa porta torna-se o centro das suas atenções e desperta muita curiosidade proveniente de estranhos acontecimentos. Depois de abrir a porta, ela mergulha num mundo que somente Gaiman poderia proporcionar. Um filme a não perder.

sábado, 17 de janeiro de 2009

"ENTROPA" ou Entropia?!

Tudo começa quando a Comissão Europeia, presidida pela República Checa, decide encomendar uma obra de arte a um artista checo, de seu nome David Cerny. A ideia era simples, Cerny teria de contactar com 27 artistas, um por cada estado membro, e com eles criar a dita obra, obra esta que pretendia ser uma recolha dos estereótipos associados a cada país, ridicularizando-os como forma de serem ultrapassados. O resultado (que pode ser visto na imagem) estava longe do inicialmente imaginado e, pior ainda, veio-se a descobrir que David Cerny não passa de um impostor que, prometendo que iria contactar os tais 27 artistas, não só não o fez como ainda inventou as suas biografias e recebeu ajuda de alguns amigos para realizar a obra de arte, baptizando-a de "ENTROPA". Assim sendo, para retratar Portugal, Cerny "contactou" uma artista nacional, chamada Carla de Miranda (sabe-se agora que não existe) e com ela criou um mapa de Portugal, que representa uma tábua sobre a qual aparecem três bifes, sendo estes, países que em tempos foram colónias portuguesas. Mas onde está o tal estereótipo português aqui representado? Ainda se tivessem colocado os bifes dentro de um Magalhães em que este era um grelhador... Parece também que os polacos não ficaram muito contentes com o seu estereótipo que na obra é representado pelo país com um grupo de padres que erguem uma bandeira do movimento gay. Mas melhor ainda não ficou a Alemanha, em cujo mapa aparece uma rede de autoestradas que se assemelha a uma cruz suástica. Enfim, parece que todos os estados membros têm uma crítica a fazer em relação aquilo que retrata cada país. E agora que se sabe toda a verdade acerca da criação desta obra de arte, esta não passa de uma visão apalermada de Cerny, de lugares comuns sobre cada país (daí ter saído a ideia peregrina e estúpida de Portugal ter como estereótipo uma tábua de madeira com bifes que representam países africanos, agora ex-colónias) vendendo-a como uma colagem de criação colectiva e inventando um artista por cada país, produzindo uma fraude representada em catálogo. "Aquilo" está exposto no edifício Justus Lipsius, em Bruxelas.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

O Tempo e o Amor

"O primeiro remédio que dizíamos, é o tempo. Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera? São as afeições como as vidas, que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito. São como as linhas, que partem do centro para a circunferência, que quanto mais continuadas, tanto menos unidas. Por isso os Antigos sabiamente pintaram o amor menino; porque não há amor tão robusto que chegue a ser velho. De todos os instrumentos com que o armou a natureza, o desarma o tempo. Afrouxa-lhe o arco, com que já não atira; embota-lhe as setas, com que já não fere; abre-lhe os olhos, com que vê o que não via; e faz-lhe crescer as asas, com que voa e foge. A razão natural de toda esta diferença, é porque o tempo tira a novidade às coisas, descobre-lhe os defeitos, enfastia-lhe o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas. Gasta-se o ferro com o uso, quanto mais o amor? O mesmo amar é causa de não amar, e o ter amado muito, de amar menos."

Padre António Vieira (Sermão do Mandato – fragmento – Século XVII)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

As Palavras do Sr. Cardeal

"Cautela com os amores. Pensem duas vezes em casar com um muçulmano, pensem muito seriamente, é meter-se num monte de sarilhos que nem Alá sabe onde acabam".
Vá-se lá saber porquê, mas a frase acima transcrita foi hoje proferida pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo. Eu só tenho uma explicação para tal blasfémia, o Sr. Cardeal deve ter acordado com azia, ou então está a precisar de férias. Se Deus existe já se deve ter punido a ele próprio por ter escolhido este senhor para seu pastor. Senão vejamos, toda a gente sabe que 99% das guerras entre os povos tem como origem a religião. Toda a gente sabe como é difícil a hipotética aproximação entre religiões. E o Cardeal ainda vem todo armado ao pingarelho pedir às moças católicas portuguesas para não casarem com os muçulmanos, pois caso contrário estarão metidas em sarilhos. Já não bastava o Papa Bento XVI ter discriminado os homossexuais, dizendo que "salvar a humanidade de comportamentos homossexuais ou transexuais é tão importante como salvar as florestas tropicais da destruição", agora vem o Cardeal interferir no amor entre um casal. Sim, porque quando se gosta de alguém, gosta-se e pronto, não há cá discriminação racial ou religiosa que possa destruir isso. Isto só prova que a Igreja Católica está em desespero e decadência, achando-se na liberdade de dizerem e fazerem o que bem entendem, para poderem "agarrar" os seus fiéis.
Há coisas que são chocantes de ouvir e por isso não devem ser ditas. Devem permanecer em pensamentos. Terá D. Policarpo pecado ao proferir tais palavras? Dêem mas é férias ao senhor que ele bem precisa de ficar afastado da Igreja por uns tempos.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Não Te Posso Ver Nem Pintado

Gosto de arte, de apreciar arte, mas sobretudo é a fotografia e a pintura que mais me cativam no mundo da arte. Como tal, gosto de visitar exposições que dão a conhecer não só grandes obras de artistas famosos, mas também de alguns que, bastante talentosos, quase vivem no anonimato.
Então neste Domingo, já que estava em Belém, fui ao CCB ver duas exposições que decorrem no Museu Colecção Berardo. A primeira, de fotografia, é a BESart (Colecção Banco Espírito Santo) que se intitula "O Presente: Uma Dimensão Infinita", que reúne cerca de 450 obras de 176 artistas, portugueses e estrangeiros. É uma exposição que surge do desejo do BES partilhar com o público a necessidade de contar, através das obras de arte, o presente, e imaginar um hipotético futuro, oferecendo um panorama do mundo, que apenas os artistas nos podem dar.

A segunda exposição, de pintura, chama-se "Não Te Posso ver Nem Pintado" e apresenta ao público um percurso da figuração na pintura nos últimos 50 anos. Aqui podem ser vistos trabalhos de artistas internacionais e nacionais que se expressam através da figuração em tela. Eric Corne diz que "O título da exposição, na sua provocação, conduz-nos ao essencial do tema. Ver em pintura, ver a pintura, é uma coisa complicada, porque, por vezes, como sublinhava o grande historiador de arte Daniel Arasse: 'não vemos nada...'".

São, de facto, duas exposições que vale a pena serem visitadas, e é uma boa forma de passar uma tarde de Domingo, rodeado de cultura.
Damien Deroubaix - "World Downfall", 2007

domingo, 11 de janeiro de 2009

Uma Tarde em Belém

Aproveitando o lindo sol que ontem presenteou todo o país, e apesar do frio deste Inverno que teima em deixar-nos, fui dar um passeio até Belém. É uma das zonas que mais gosto na cidade de Lisboa e ideal para um passeio a pé, de preferência junto ao Tejo. Depois porque ali se concentram alguns dos mais bonitos e emblemáticos monumentos de Lisboa, como é o caso da torre de Belém ou o Mosteiro dos Jerónimos. Penso que foi a primeira zona que conheci da cidade, quando ainda era pequeno e então vínhamos nas excursões da escola, visitar o Planetário, o Museu dos Coches e a Torre de Belém. Penso que faz parte do percurso escolar de um indivíduo. Ou isso ou visitar o Jardim Zoológico. Mas adiante, é em Belém que se fabricam os famosos pastéis cujo aroma paira no ar e torna irresistível uma prova gastronómica de tal iguaria.
E assim foi, não resisti a beber um café acompanhado pelo belo pastel de Belém, mas para minha desilusão, não foi na Fábrica dos Pastéis de Belém, como eu gostaria, porque o meio-mundo de gente que ali se concentrava era tal que se eu decidisse esperar pela minha vez de ser atendido, se calhar ainda hoje lá estava. Fui então à pastelaria "A Chique de Belém", que pode não ser a mesma coisa, mas prima pelo atendimento.
Constatei também que o outro meio-mundo que não estava à espera nos Pastéis de Belém, estava concentrado à entrada do novo "Starbucks" de Belém, ali mesmo ao lado. É outra coisa que não compreendo, filas para comprar café. Mas parece que estes fulanos vieram para vencer, pois a afluência às lojas é enorme. Ou o café é mesmo muito bom, ou há ali um segredo qualquer que atrai quem por ali passa.
Para acabar o Domingo em grande forma, resolvi enriquecer um pouco a minha cultura, e fiz uma visita ao Museu Berardo.

A Troca

E o que é que acontece quando se juntam no mesmo projecto um bom realizador e uma actriz de excelência? Nasce uma obra prima, como é o caso de "A Troca" [Changeling], realizado por Clint Eastwood e que tem como actriz principal Angelina Jolie. Para mim é já um dos melhores filmes deste ano, mas ainda é cedo para comparações. Mas para já este filme tem sabor a Óscar e será uma pena se eu estiver enganado. "A Troca" é deveras emocionante e baseia-se num caso real que se passou na década de 20 em Los Angeles. Angelina Jolie interpreta o papel de Christine Collins, uma mãe que um dia se vê confrontada com o desaparecimento do seu pequeno Walter de 9 anos. Reúne todos os esforços e lança-se numa busca desesperada para encontrar o filho ao mesmo tempo que enfrenta a corrupta polícia de Los Angeles. Até que um dia lhe é entregue uma criança que lhe dizem ser o seu filho, mas Christine não tem dúvidas de que aquela criança não é o seu filho. Continua numa luta incessante contra tamanha injustiça desafiando as autoridades que teimam em calá-la e rebaixá-la perante a sociedade. O filme está muito bem realizado, nunca fugindo do assunto principal e não se perdendo em pormenores, com uma narrativa simples mas bem produzida.
Clint Eastwood está aí para provar que ainda tem muito bom talento para dar a conhecer. Espero com algum anseio o seu próximo filme "Gran Torino", que certamente nos irá deliciar com o bom cinema a que Eastwood já nos habituou.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Sangue Fresco

Acabei de ver esta série que me cativou desde o primeiro episódio. Do criador e realizador Alan Ball, que antes realizou "Six Feet Under", esta só podia ser uma boa série. A história desenrola-se na pequena cidade de Bon Temps, no Louisiana, EUA. Aqui, vampiros e seres humanos convivem de forma pacifica (ou não), tudo graças a uma recente descoberta de um tipo de sangue sintético chamado "True Blood", que serve de alimento aos vampiros. Assim, estes já não necessitam de matar humanos para ter sangue, argumento que usam para serem aceites na sociedade e terem os mesmos direitos que um cidadão normal. Sookie Stackhouse (Anna Paquin), é uma empregada de balcão que tem o dom de ler os pensamentos das pessoas que a rodeiam. No início, ela apaixona-se pelo vampiro Bill Compton (Stephen Moyer), donde resulta uma relação bastante conturbada. A chegada deste vampiro à cidade de Bon Temps vai gerar uma certa desconfiança e instabilidade entre a população, principalmente quando começa a existir uma onda de crimes inexplicáveis.
Baseada nos livros "Southern Vampire" de Charlaine Harris, esta série teve um grande sucesso nos Estados Unidos, estando já a ser criada uma segunda temporada. Por cá pode ser vista no canal MOV da TvCabo.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Frio, Muito Frio!

O frio é tanto que já começo a sentir que se formam estalactites na ponta do nariz! Não há cachecol, camisola de lã ou roupa interior que consiga resistir. O bom disto é que o frio conserva, mantendo-nos jovens, ou então não! Apetece-me hibernar.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Sintomas Da Crise

E ainda dizem que o dinheiro traz felicidade! O senhor da foto, Adolf Merckle só era um dos homens mais ricos da Alemanha, e não satisfeito com a sua vasta fortuna decidiu apostar em acções. Resultado: perdeu mil milhões de euros. Coisa pouca! Isto só mostra o estado até ao qual pode ir a ganância humana. Merckle apostou na queda das acções da Volkswagon (VW), mas a marca automóvel recuperou repentinamente, com o anúncio do interesse da Porsche em reforçar a posição na marca. Ao perder tanto dinheiro, decidiu pôr fim à sua vida atirando-se para a frente de um comboio. Rest in Peace!

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Quem Dá e Tira...

...vai para o inferno. Pelo menos é o que diz o adágio popular. Isto a respeito dos cartões "myZonCard" que foram oferecidos aos clientes (onde eu me incluo) da Zon TV Cabo, mas que agora não servem para nada. Estes cartões, à volta dos quais se fez uma grande publicidade, foram enviados a todos aqueles que são clientes Zon TV Cabo há mais de um ano, e permitiam usufruír de bilhetes de cinema grátis nos cinemas Zon Lusomundo, durante um ano, não ultrapassando as 52 vezes, ou mais do que uma vez por semana. E isto foi um excelente presente de Natal, porque ao preço a que estão os bilhetes de cinema hoje em dia, tudo o que for à pala a malta agradece.
Mas... (e há sempre um mas) acontece que hoje a Autoridade da Concorrência decidiu suspender essa mesma oferta e então já não há cinema de borla para ninguém. Isto acontece após outras entidades do mundo do cinema, especificamente o Sr. Paulo Branco, director dos Cinemas Medeia, terem apresentado uma queixa contra a Zon, por esta "roubar" clientes a outros cinemas. Ora, isto só podia acontecer no nosso país. Este senhor foi armado em queixinhas, certamente frustrado pelo insucesso que tiveram os Cinemas Millennium, dos quais ele fazia parte e apresenta queixa contra a generosidade da Zon. Então mas qual é o problema da Zon oferecer sessões de cinema aos seus clientes? E porque é que os outros cinemas também não têm iniciativas deste género? Enquanto este país for de bufos, estas iniciativas irão sempre saír frustradas.
Mas enfim, parece que a Zon recorreu da sentença e agora é necessário aguardar noventa dias até à conclusão da mesma. Até lá quem quiser continuar a ir ao cinema, tem mesmo que desembolsar o preço completo do bilhete. É triste mas é verdade.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Antecipando o Dia de Reis

Amanhã celebra-se o Dia de Reis e, como já vem sendo costume, esse é o dia em que todas as decorações de Natal cá de casa são desmontadas, arrumadas religiosamente dentro de caixas de cartão e colocadas num canto do sótão, onde irão permanecer/hibernar durante os próximos doze meses. Mas como amanhã é dia de regressar ao trabalho, o primeiro de 2009, essas arrumações foram antecipadas para hoje. Acho que deu mais trabalho a desmontar a árvore de Natal e todos os adereços do que propriamente a enfeitá-la. Ainda não desbobri uma forma de a arrumar já enfeitada. Seria muito mais fácil. Quer isto dizer que, felizmente, já não há mais Natal, agora só em Dezembro. Mas não foi só cá em casa que o espírito natalício se desvaneceu. Também aqui no Blog já não há mais Natal, voltando tudo ao normal. E pronto, agora é cantar as janeiras, como manda a tradição! :)

E o Mar Aqui Tão Perto...

Gosto do mar, bem como de muita coisa a ele associada, ou não estivesse a minha profissão ligada ao mar. Passear à beira mar, sentir a espuma das ondas que acabam de beijar a areia a desfazer-se nos pés descalços, o cheiro a maresia e o azul cristalino tão típico da água do mar. Gosto, por isso, de iniciar um novo ano perto do mar. Quando isso não é possível, e mais uma vez este ano não foi, costumo sempre ir passear junto ao mar no primeiro dia de cada ano. Sentir o mar por perto e contemplá-lo, funciona para mim como um carregar de baterias, é quase como um ritual que, para entrar em pleno no novo ano tem de ser cumprido. Este ano as condições climatéricas não foram animadoras, e como o sol tem andado envergonhado, só ontem tendo dado o ar de sua graça, decidi dirigir-me a uma das vilas portuguesas junto ao mar que mais aprecio, Sesimbra. Sim, tenho um carinho especial por esta localidade, acho-a uma vila bonita e simpática e a praia é fantástica, tem bons restaurantes e boa gastronomia. Valeu a pena lá ir, apesar do frio que se fazia sentir e do tempo encoberto, que mesmo assim não conseguiu intimidar os surfistas que se aventuravam na água fria. Sinto-me agora mais revigorado e com novas energias.
Regressei, mas não sem antes tomar um café na pastelaria "Casa do Campo" que fica no lugar da Corredoura, uma povoação junto ao Castelo de Sesimbra e onde comprei as famosas "Brisas do Castelo", um doce regional, tipo folhado com recheio de amêndoa e mel, que provei na feira do mel de Sesimbra do ano passado e das quais fiquei fã. Aconselho provarem!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Melhores Fotos Reuters 2008

(Two children stand together as heavy rain falls at a temporary shelter for around 19,000 displaced people during post-election violence in Eldoret February 7, 2008.)

Como já vem sendo hábito, a Agencia Reuters compilou todas as fotos que melhor evidenciam os momentos mais marcantes do ano 2008. Tratam-se de excelentes imagens, todas elas captadas por fotojornalistas profissionais, que através da objectiva nos vão dando a conhecer aqueles momentos que nem sempre são os melhores, mas que são momentos decisivos. (clica aqui para ver todas as fotos)
(A member of the Spanish Legion Brigade "ASPFOR XIX" kisses his girlfriend before departing for Afghanistan at Almeria airport March 4, 2008.)

Pensamentos

"Devido à velocidade da luz ser superior à do som, algumas pessoas parecem inteligentes até as ouvirmos."
[autor desconhecido]

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Acreditar!

[Acreditar] // v. tr., dar crédito a; ter como verdadeiro; crer; abonar; autorizar junto de alguém; alcançar boa reputação. Por estes dias muitas pessoas reflectem sobre a vida que levam. É tempo de reflexão, de pensar, de fazer um balanço acerca do ano que chega ao fim e darem-se como satisfeitos por terem atingido determinado objectivo. Ou então tentar perceber o porquê de não terem realizado algo que há tanto planeavam, perceber o que falhou, o que está mal. E então convencem-se a si próprios que agora é que é, aplicam o termo "ano novo vida nova", fazem-se resoluções, planos, mudanças e com muita esperança fazem-se ao caminho.
Eu não gosto de fazer planos, gosto de viver o momento presente e tirar disso o maior partido, um dia de cada vez. Por isso, o início de um novo ano não tem para mim muito significado, é um virar de página no calendário, porque de resto continua tudo igual. Os políticos que governam o país são os mesmos, a corrupção continua, os criminosos continuam à solta, os israelitas e palestinianos continuarão a matar-se uns aos outros, milhares de inocentes morrem por culpa da ganância de outros, tudo estará igual. Ás vezes também tenho vontade de atirar com um par de sapatos, malcheirosos de preferência, a uns quantos políticos hipócritas. Mas resolverá isso alguma coisa? Mudará isso o mundo ou a forma de pensar das pessoas? Não! Continuará tudo na mesma.
Resta-nos ACREDITAR que um dia tudo mudará, porque o sonho comanda a vida e se acreditar-mos muito numa coisa ela pode mesmo acontecer. Eu penso assim, por isso acredito que um dia vamos ter um mundo melhor, mais justo, mais cívico e menos violento. Acreditar é uma palavra forte, cheia de significado, mas que tem de ser levada a sério. Cabe a cada um de nós acreditar. Mas acreditar não é ficar à espera que outros resolvam os nossos problemas, não é ficar à espera que os políticos resolvam os conflitos mundiais e não é culpá-los pelo mundo que temos. Porque a culpa é de todos, porque fomos nós, o povo, quem votou neles. Cada um é responsável pelo caminho que escolheu, por isso cabe-te a ti melhorá-lo, seguir em frente, lutar e se, por acaso tropeçares numa pedra, por alguma razão isso aconteceu, porque a vida não está fácil, mas não podes contar com os outros para a tornar menos difícil.
Por isso, não fazendo qualquer tipo de planos, eu acredito que 2009 será um ano de mudança, difícil talvez, mas que vai fazer muita gente pensar que se calhar o dinheiro não é tudo na vida e que já que cá estamos e nos foi oferecido este dom, a vida, então é melhor aproveitar para melhorar o meio em que vivemos.