quinta-feira, 14 de maio de 2009

Baby Baby Baby

Aposto que o Eng. Sócrates nunca se lembraria de uma coisa destas para promover o seu querido Magalhães. Já tou a imaginar a Luciana Abreu, a Mónica Sofia ou até mesmo a taróloga Maya, em plena Avenida da Liberdade, de Magalhães às costas, a desfilarem nuas como se não ouvesse amanhã.
É óbvio que por cá isto nunca aconteceria, nem com barras pretas a tapar as partes mais íntimas. Uma coisa destas neste país não passaria de um projecto apenas pensado.
Mas gosto do vídeo e a música dos "Make The Girl Dance" também entra bem no ouvido.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

"Papel Químico"

Este é um espectáculo que eu não quero perder. Começa já na próxima quinta-feira, 14 e prolongar-se-á pelos dias 15, 16, 22 e 23 de Maio. Apresentado no palco do Jardim de Inverno do Taetro São Luiz, "Papel Químico" é mais do que um simples espectáculo para quem é apreciador de stand-up comedy – é um monólogo a dezenas de vozes. Esta aparente contradição só é possível porque o protagonista do mesmo, Luís Franco-Bastos, é portador de imitação crónica. Ele irá dar voz a mais de trinta personalidades nacionais, em diversas categorias, do mundo do futebol, das artes ou da política, e até algumas surpresas vindas do estrangeiro. Mais do que um espectáculo com momentos hilariantes, Papel Químico é um "One Man Show" com uma multidão de personagens.

domingo, 10 de maio de 2009

A Arte na Limpeza

A propósito disto, disto e disto, lembrei-me de publicar aqui esta fotografia, que tirei há uns dias atrás, no WC do meu local de trabalho. Quando me dirigi a esse local para realizar as necessidades fisiológicas, deparei-me com este cenário na porta de entrada. De facto dão que pensar e são até engraçadas as "obras de arte" que uma mulher-a-dias consegue elaborar.

sábado, 9 de maio de 2009

Dá Que Pensar

"De todos os animais da criação, o Homem é o único que bebe sem ter sede, come sem ter fome e fala sem ter nada que dizer."

John Steinbeck, escritor (1902-1968)

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Preservativo no McDonald's?! I´m Lovin' It

É o que se pode chamar de um "Happy Meal", no verdadeiro sentido da palavra. Uma menina de sete anos foi almoçar com os seus avós a um dos famosos restaurantes de fast-food McDonald's e, ao abrir cheia de entusiasmo e excitação, a mala de cartão que contém o brinde que acompanha aquela refeição, eis que se depara, não com uma Barbie, não com um boneco do Shrek, não com uma princesa da Disney em miniatura, e muito menos com um pirilampo mágico. Ela encontrou...um preservativo! Mas atenção. Não se tratava de um preservativo qualquer. Este era um preservativo verde. Isto demonstra que a malta da McDonald´s, não só oferece balõezinhos às criancinhas para elas brincarem, como ainda se preocupa em que esses balões sejam ecológicos.

Apresentada a queixa pelos avós da contemplada pequenita, aquele restaurante, que se situa na Nova Zelândia, trocou a malinha com o insólito brinde, por outra, com um hamburguer e um estojo de lápis, justificando que a oferta de malas tinha esgotado e que, para não desapontar a menina, foi-lhe dado um exemplar que estava em exposição, fora da embalagem.

Sobre como o preservativo foi ali parar, e de que forma foi usado antes, é que ninguém soube explicar. Terá andado o Ronald McDonald por aquelas paragens a brincar com balões?!

terça-feira, 5 de maio de 2009

As Papas do Sr. Ministro

Quando todos já pensavam que ele tinha emigrado para um país tropical, ou então que se tinha refugiado num bunker, eis que Manuel Pinho, o (ainda) actual ministro da Economia surge e sai-se com mais uma boca infeliz. Foi mais uma oportunidade que teve para estar calado, mas deve fazer parte de quem está a governar este país, vomitar palavras só porque sim, muitas vezes sem sequer medirem aquilo que estão a dizer. Politica à parte, Manuel Pinho disse hoje que o deputado e cabeça-de-lista do PSD às eleições europeias, Paulo Rangel, "tem de comer muita papa Maizena para chegar aos calcanhares de Basílio Horta", a propósito da polémica sobre o programa Vasco da Gama. Não se percebe muito bem o que quererá ele dizer com aquilo, aliás, nem se percebe muito bem porque é que ele continua a ser Ministro da Economia. Deve ser por causa das papas Maizena. E agora que se fala nisso e olhando bem para ele, aquele menino tem mesmo ar de quem todos os dias ao pequeno almoço empina duas malgas de papas Maizena. E a avaliar pelo cartaz publicitário, todos os dias há festa lá em casa!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Vasco Granja 1925-2009

Hoje a cultura portuguesa ficou mais pobre!

domingo, 3 de maio de 2009

A Sombra do Vento

"(...)_Não podes contar a ninguém aquilo que vais ver hoje, Daniel - advertiu o meu pai. _Nem ao teu amigo Tomás. A ninguém.
_Nem sequer à mamã? - inquiri eu a meia-voz.
O meu pai suspirou, amparado naquele sorriso triste que o perseguia como uma sombra pela vida.
_Claro que sim - respondeu, cabisbaixo. _Para ela não temos segredos. A ela podes contar tudo.(...)"

Assim começa "A Sombra do Vento", uma história de amor, com muito mistério, intriga, suspense e humor negro à mistura, daquelas que por vezes nos fazem sentir como se tivéssemos levado um soco no estômago e ficássemos alguns segundos sem conseguir respirar. Passa-se na Barcelona da primeira metade do século passado, entre a guerra civil espanhola e a 2ª Grande Guerra. Daniel Sempere descobre um dia, pela mão do seu pai, o "Cemitério dos Livros Esquecidos" e aí encontra "A Sombra do vento", livro escrito por um autor misterioso chamado Julian Carax. Estes são os ingredientes que dão início a esta fantástica história onde o leitor é convidado a acompanhar a vida de Daniel, que muitas vezes nos comove ao nos confrontar, não só com as suas desilusões, mas também com as suas alegrias.
Uma obra-prima da literatura espanhola. Para quem gosta de ler, este é um livro obrigatório. O autor deste livro é Carlos Ruiz Zafón e aqui pode saber-se mais um pouco desta incrível obra.

Eles Estão de Volta!

E após um período (merecido, acho eu!) de férias, a equipa dos Contemporâneos está de regresso para fazer rir ainda mais os portugueses, nas noites de Domingo. Eles voltam com a 3ª temporada que, segundo entrevistas de alguns dos envolvidos, promete ser melhor que nunca. Eles vão fazer uma sátira à actualidade do país, com muito humor, ousadia e brincadeira à mistura. O primeiro episódio, a ser transmitido hoje à noite na RTP1, promete ser bastante polémico. Aliás Nuno Markl afirma mesmo no seu blog que este vai ser "um episódio que contém algumas rábulas muito, muito polémicas. Tanto, que hoje considerávamos a possibilidade de ser suspensos ao fim deste primeiro programa, o que faria da 3ª série d' Os Contemporâneos, a temporada mais curta que uma série já teve - 1 episódio. Pelo menos há de despertar em algumas pessoas uma forte vontade de espancar a equipa do programa, por razões díspares."
É com certeza uma série a não perder.

sábado, 2 de maio de 2009

Separados à Nascença?! (III)

Desculpem a minha perspicácia, mas é que eu encontro grandes semelhanças entre estes dois indivíduos. Bem sei que o do lado direito, só muito recentemente é mais conhecido do público, desde que se tornou cabeça de lista pelo PS para as eleições europeias e ainda mais desde que, nas manifestações do 1º de Maio, foi agredido publicamente por alguns presentes (não é fácil a vida de Vital Moreira, mas também com esta idade, quem o manda andar nestas paragens!)
Já o do lado esquerdo, o avô Vidal ou Avô Cantigas, como é mais conhecido, insiste em fazer parte do imaginário das crianças, com aquelas musiquinhas da treta sobre fantasminhas brincalhões e outras coisas que tais. Mas lá que são parecidos isso são e não é só fisicamente. Um chama-se Carlos Vidal, o outro Vital Moreira. Vidal e Vital são nomes bastante semelhantes. Há até quem diga que ambos são uma e a mesma pessoa. Com a crise, as cantigas para os pequenotes não estão a dar dinheiro. Então o avô Vidal decidiu dedicar-se à política utilizando um pseudónimo. Uma coisa é certa, é um facto que eles nunca apareceram juntos em lado nenhum. Daí que a suspeita de se tratar da mesma pessoa não é descabida de todo. Eu só acho que para vingar na política ele deveria ter mantido aqueles óculos redondos. Dariam-lhe um ar mais credível e intelectual.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

O Meu Blogue é...ROXIE!

E eis que foi atribuído a este blog um prémio (o primeiro!) pelo João. Já foi há uns dias atrás, mas só agora tive oportunidade de publicar. Assim sendo e seguindo o protocolo, tenho de:

1 - Exibir a imagem do selo "Seu blog é ROXIE!" (em cima)
2 - Colocar o nome de quem deu o selo; - já está!
3 - Escrever 5 coisas que são ROXIE;
a - Sobre música;
b - Televisão e cinema;
c - Três países que sonha em conhecer;
d - Três cores favoritas;
e - Três hobbies;
4 - Indicar 10 blogs que ache ROXIE;
5 - Avisar a pessoa que você indicou, deixando um comentário para ela.

Sendo assim, aqui vai:

3 -
a) Pink/Portishead/Lilly Allen/Adele/Vampire Weekend
b) Lost/Prison Break/Batman/Coupling/Little Britain
c) Cuba/Croácia/República Checa
d) Verde/Branco/Azul
e) Leitura/Fotografia/Viagens

4 - Aqui vão alguns blogs que merecem ser visitados:
A Terceira Via
Blog do Silvestre
5 - E pronto, está feito! Já agora, obrigado João e também a tod@s os que por aqui passam.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Desenrascanço

[Desenrascanço] = nome masculino; coloquial, capacidade de resolver problemas rapidamente e com poucos meios; desembaraço; (De desenrascar+-anço)

O acto de desenrascar ou desenrascanço é uma capacidade muito típica do povo português. Mais ninguém no mundo se lembraria de inventar para a sua língua o termo desenrascanço para definir algo tão típico da sua cultura. E esta palavra é de tal forma soberba que acabou por ser eleita numa lista das 10 palavras estrangeiras mais fixes que a língua inglesa devia ter. A eleição, levada a cabo pelo site de humor norte-americano Cracked.com elege em primeiro lugar a palavra "desenrascanço" como aquela que mais falta faz no vocabulário inglês. Como exemplo da aplicação do desenrascanço, o site refere a personagem televisiva dos anos 80, MacGyver, um agente secreto que não usava armas e resolvia todos os problemas com várias engenhocas e sempre com o seu canivete pronto a ser usado.
O site refere que "o que é interessante sobre o desenrascanço - a palavra portuguesa para estas soluções de último minuto - é o que ela revela sobre essa cultura. Enquanto a maioria de nós [americanos] crescemos sob o lema dos escuteiros 'sempre preparados', os portugueses fazem exactamente o contrário" e acrescentam ainda que "Conseguir uma improvisação de última hora que, não se sabe bem como, mas funciona, é o que eles [portugueses] consideram como uma das aptidões mais valiosas: até a ensinam na universidade e nas forças armadas. Eles acreditam que esta capacidade tem sido a chave da sua sobrevivência durante séculos", inclusive, afirmam que "a uma dada altura eles [portugueses] conseguiram construir um império que se estendeu do Brasil às Filipinas", tudo à pala do desenrascanço.
"Fuck preparation. They have desenrascano.", são estas as palavras com que terminam o referido artigo.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Playboy de Maio

E a partir de amanhã estará à venda nas bancas a segunda edição portuguesa da revista Playboy. Mas fiquem descansados/as, e sosseguem os vossos egos, pois ao contrário do que se andava por aí a falar, ainda não foi desta que a taróloga/astróloga/cartomante/apresentadora/relações públicas e sabe-se lá mais o quê, Maya, pousou para a revista. Já podem respirar de alívio. Voltemos então à revista. Nesta segunda edição temos na capa a ousadia de uma mulher do norte. Trata-se da relações públicas ou RP (ainda não percebi muito bem que tipo de profissão é esta, mas isto será assunto para um outro post) Cláudia Jaques, de 44 anos. E não é que eu goste de criticar ou comentar, mas chego à conclusão que, se calhar sou demasiado atento a estas coisas e há pormenores que não me passam mesmo ao lado.

À primeira vista está tudo bem, temos uma mulher loura na capa, com uma certa sensualidade até. Mas comecemos pelo título "Despida de Preconceitos". Mas não é isso que é suposto acontecer numa revista deste tipo? Não é suposto aquelas mulheres despirem-se não só da roupa que trazem, mas também de todos os preconceitos? Então para quê realçar aquilo que é óbvio?!

Agora voltando à Cláudia, reparem bem na mama esquerda da rapariga. Aquilo tem ali muito Photoshop e se não tem, perdoa-me Cláudia, mas as tuas mamocas têm um ar bastante artificial. Onde está o mamilo? Terá escorregado ao ponto de já não se ver ou, estando tapado pelo cabelo, está tão subido, que não é nada natural ?! (para uma mulher de 44 anos que se despe de preconceitos, claro está).
Continuando, temos uma entrevista a Mário Crespo. É assustador pensar que o senhor tenha colocado um bikini, ou mesmo que tenha feito topless para a revista. Pelo andar da coisa, ainda o Dr. Mário Soares vai mostrar as suas peles naquela que é suposto ser uma revista de gajas boas.

Temos também uma reportagem sobre os incêndios em Portugal. Ok, falando de incêndios o que me vem à cabeça são os bombeiros. Bombeiros estão associados a mangueiras. Sendo esta uma revista cujo alvo é o público masculino...tirem as vossas ilações.

O que pode mesmo salvar este número da revista é as 20 questões feitas a Inês Castel-Branco ou então as fotos da segunda playmate portuguesa, Margarida Gonçalves que, a avaliar pela fotografia, parece que saiu ao pai, coitada. Pode sempre pedir uns conselhos à Cláudia Jaques e trabalhar a coisa mais um pouco. De certeza que o cachet pago pela revista serve para isso. Ou então não.

Mas de uma forma geral, a segunda capa da revista é bem mais apetitosa que a primeira. E silicones à parte, temos uma quarentona sensual, ousada, ao natural, sem ser a preto e branco, e sem cenários escabrosos. Nem tudo está perdido.

(Margarida Gonçalves, playmate de Maio)

terça-feira, 28 de abril de 2009

Vem aí o David!

Aquando da minha estadia no Algarve (ou Allgarve, como eu gosto de pronunciar, na brincadeira) reparei que, não havia avenida, rua, praça, ruela, bairro, rotunda e até nos caminhos por onde pastam as cabras, que não tivesse um outdoor como o da fotografia a dizer "Vem aí o David". Toda a Albufeira estava empestada destes cartazes, qual pandemia da gripe dos porcos. E isto, claro, deixa um indivíduo intrigado. Mas quem é este David, afinal? Para mim cheira-me a politiquices, propaganda política, mas a verdade é que já procurei pela internet e ainda não consegui descobrir quem é o David. Ou então poderá ser uma promoção qualquer (das más) para mais uma novela de horário nobre da TVI.
Se alguém souber, entretanto quem é o David, agradecia uma explicação. No entanto, vão-se aceitando sugestões. De qualquer forma, David, se tu vens lá, serás bem vindo!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

A...At...Atchim!!!

Primeiro tivemos as vacas loucas, depois veio a gripe das aves, e agora temos a gripe suína?! Parece que a coisa se vai pegando. What's next?!!
(imagem retirada daqui)

"Amália Hoje"

"Amália Hoje", à venda a partir de...hoje!
(a imagem apresentada é a do CD promocional oferecido pelo semanário "Expresso" e pela revista "Blitz" e não a do CD oficial)

domingo, 26 de abril de 2009

Revolução ao Lado

Este ano o 25 de Abril passou-me completamente ao lado. Não sei se foi por o feriado ser num fim-de-semana, ou se por ter outras coisas com que me preocupar, mas não fossem as notícias nos telejornais e eu nem me aperceberia que se festejava o 25 de Abril. Mas tenho plena consciência que esta é uma data bastante importante na história do nosso país, pois aquela que foi a revolução de 25 de Abril de 1974 trouxe mudanças bastante significativas para os cidadãos portugueses. Ali deu-se início a uma nova era, a todos os níveis, foi como se tivesse feito um lifting ao país.
Não que eu me lembre de como tudo aconteceu, até porque se me fizerem aquela pergunta parva "Onde é que estavas no 25 de Abril?", aí eu responderei que estava a quatro anos e vinte e seis dias de nascer. Por isso nem era ainda sequer um projecto de vida humana. No entanto, fui aprendendo e ouvindo, tanto na escola como na comunicação social, acerca do dia que trouxe a liberdade ao nosso povo, dando-se fim a uma era fascista e implementando-se a democracia.
Mas, com o passar dos anos, é com algum dissabor que me vou apercebendo que as pessoas não souberam lidar muito bem com os termos democracia e liberdade. Existe uma frase que associo sempre ao termo liberdade que é "A minha liberdade acaba onde a dos outros começa". Desconheço o autor, mas ele não poderia estar mais correcto e todos se deveriam lembrar desta frase. Porque nem toda a gente sabe usar a liberdade a que tem direito, muitas vezes acabando, directa ou indirectamente, por colocar a liberdade dos outros em risco. E por falar em direitos, é aqui que entra o termo democracia, muito mal interpretado, a meu ver, por muitos indivíduos. Senão vejamos, associado à revolução existe ainda outro termo que é a cidadania. A cidadania é um conjunto de direitos e deveres ao qual um indivíduo está sujeito em relação à sociedade em que vive. Isto significa que eu, enquanto cidadão deste país, para usufruir dos meus direitos, tenho também de cumprir os meus deveres. Mas como o povo português é pessimista por natureza, pensa mais nos direitos do que nos deveres. Reclamamos por tudo e por nada, lamentamo-nos a toda a hora, protestamos contra os nossos políticos, barafustamos, esperneamos, mas chegada a altura de cumprir-mos os nossos deveres, ala que se faz tarde e fugimos com o cu à seringa. É esta a noção de democracia que o povo português tem, porque está sempre à espera que sejam os outros a resolver os problemas por eles, acomodam-se e só se lembram que tem direito a isto e aquilo mas não se lembram que também têm de cumprir os seus deveres enquanto cidadãos. E enquanto assim for, enquanto não mudarmos a mentalidade deste país tudo ficará na mesma, não passamos de um país estagnado no tempo, que vive quase de esmola. E cabe às gerações mais novas, como a minha, essa mudança de mentalidade, porque o futuro deste país depende de nós. Preocupa-me que cada vez mais sejamos uma sociedade consumista, que não produz, que se deixa andar, que não dá o devido empenho por causas sociais e úteis ao desenvolvimento.
A democracia é, por isso um bem precioso que possuímos e se soubermos dar-lhe um uso devido, poderemos evoluir de forma saudável e civilizada, sem protestos, sem pressões políticas e quiçá tornarmo-nos num país exemplar que não vive só de Magalhães e políticos corruptos.

sábado, 25 de abril de 2009

Dias Intensos

Esta foi para mim uma semana bastante intensa. Mas como há coisas que "não acontecem só aos outros" e há riscos que têm, inevitavelmente, de ser corridos, tudo está bem quando acaba bem.
Na quinta-feira a T. foi internada para ser submetida a uma intervenção cirúrgica. Demos entrada no Hospital cerca das 13h00 e a operação que estava marcada para as 15h00, acabou por ir sendo adiada, tendo-se dado o seu início já por volta das 19h30. Acabou por ser cansativo, todo este compasso de espera, não só para quem vai ser operado, mas também para quem está ali a acompanhar e a torcer para que tudo corra bem, aumentando em duzentos por cento os graus de ansiedade e stress. Por volta das 21h30, e após ter jantado uma mini-sandes feita com pão de três dias, lá recebi a médica que operou, qual anjo descido dos céus, para me informar que tudo tinha corrido bem e que a paciente se tinha portado como uma verdadeira guerreira. Dali ia para o recobro, pelo que se avizinhavam ainda duas longuíssimas horas na sala de espera a ler pela enésima vez o jornal gratuito "Meia-Hora".
Alguns cafés depois lá veio a enfermeira dizer que a T. já estava a entrar para o quarto e eu podia estar (finalmente!) com ela. Ali conversámos um pouco, certifiquei-me se não tinha sido muito torturada, que estava inteira, e não querendo estar a cansá-la mais, despedi-me até ao dia seguinte. E eis que, passadas onze horas dentro de um Hospital, morto de cansaço, me dirijo para o meu carro afim de ir para casa descansar. E é quando me deparo com o espectáculo que pode ser visto na foto. Sim, assaltaram-me o carro.Era tudo o que eu mais queria e precisava ao fim de um dia intenso como aquele. E houve um filho-da-puta que me deu esse prazer. E a esse filho-da-puta eu só desejo uma coisa, que lhe nasça um pinheiro (não dos bravos, mas sim dos mansos, que têm a copa mais larga) pelo cu acima e que dê pinhas do tamanho de abóboras! Se há coisa feia de se fazer é invadir e destruir propriedade alheia, mas cada vez mais este tipo de situação acontece neste país e um dia tinha de chegar a minha vez. Felizmente não tinha valores nem dinheiro no carro para levarem, penso que seria disso que andavam à procura, pois não encontrei indícios de quererem furtar a viatura. Mas da chatice de ter de activar o seguro, pagar o vidro e ainda ficar com a viatura imobilizada, já ninguém me livra.
Não menos caricato foi o que aconteceu de seguida. Tudo isto deu-se junto ao Centro Comercial Colombo, zona conhecida pelos seus frequentes assaltos. Eu fui só mais uma vítima. Aproveitei o facto de estar uma esquadra da PSP ali mesmo a dez metros (sim, o meu carro foi assaltado a dez metros de uma esquadra da Polícia), para ir fazer queixa do sucedido. Fui barrado à porta por um dos polícias de serviço que me questionou o que pretendia. Lá lhe coloquei o meu problema, no qual ele se borrifou completamente, desculpando-se que só tinham um computador e que estava a ser usado pois tinham outro caso em mãos, para além de que a esquadra encerrava à 01h00. De facto deparei que se encontravam lá dentro, algemados, dois indivíduos com muito mau aspecto. Só pensei e desejei para mim que aqueles manfias tivessem sido os que me assaltaram o carro. Então o senhor polícia sugeriu que eu me deslocasse á esquadra mais próxima (Carnide) que ficava a trezentos metros. Recusei, dizendo que não o faria na minha viatura, pois pretendia que fosse vista no local pela autoridade e a pé seria arriscado, tratando-se de uma zona mal iluminada e com grande índice de criminalidade. Disse-me então para ligar para o 112 e aguardar junto da viatura. Com os nervos em franja, lá liguei e do outro lado mandaram aguardar. Na altura nem pensei. Eu podia simplesmente ter pedido ao Sr. agente para ligar ele para a esquadra mais próxima, ou mesmo via rádio ele podia ter feito isso. Mas com a adrenalina do momento, liguei para o 112 e aguardei. Aguardei aqueles que talvez foram os vinte minutos mais assustadores da minha vida. Eu nunca me senti tão acagaçado. Quando dei por mim, estava completamente sozinho, no meio de uma rua escura, onde mal se via vivalma e completamente exposto e pronto a ser duplamente assaltado. Só aí se fez luz e me apercebi do quão estúpido fui em aceitar aquela sugestão do polícia .
Por fim lá chega o carro da PSP de Carnide, com dois agentes ensonados, que me dizem que tenho seis meses para apresentar queixa (apresentei-a em menos de seis horas) mas que, não tendo havido furto de valores, a queixa não iria servir de nada, pois não havendo provas, apenas iria servir para dados estatísticos. Tenho pena que assim seja e que mais não possa ser feito e que quem provocou tudo isto não tenha de pagar pelo que fez. Mas a sensação de sermos vítimas de assalto e sentirmo-nos impotentes e desprotegidos, é deveras muito má, e isso eu senti-o na pele. É também lamentável o facto de uma esquadra de Polícia estar equipada apenas com um computador. Tanto dinheiro que se gasta em futilidades neste país, quando poderia estar a ser usado para equipar e modernizar tecnologicamente as nossas esquadras. Enfim.
Entretanto a T. já teve alta, já está em casa, a recuperação está a ser eficaz e a vida continua, apesar dos percalços pelo meio, mas continua, porque para a frente é o caminho.

terça-feira, 21 de abril de 2009

This Is My Life

This Is My Life, Rated
Life:
6.7
Mind:
6.8
Body:
9.2
Spirit:
6.1
Friends/Family:
4.7
Love:
5.8
Finance:
7.3
Take the Rate My Life Quiz

Soberba Esta "Gaivota"

O que têm em comum Nuno Gonçalves e Sónia Tavares dos The Gift, Fernando Ribeiro dos Moonspell e Paulo Praça dos Plaza? Os quatro juntaram-se num projecto que promete ser estrondoso a nível musical. Intitula-se "Amália Hoje" e é um tributo àquela que foi a grande diva do fado. É um álbum de fados de Amália, mas cantado à luz da sonoridade pop actual. Eu para já estou VICIADO nesta música "Gaivota", interpretada por Sónia Tavares, sendo o primeiro single de lançamento. O álbum será lançado para o mercado na próxima segunda-feira, dia 27. Mas para quem gostar deste projecto, ou se quiserem ficar a conhecer mais um pouco do mesmo, parece que o semanário "Expresso" vai oferecer no próximo sábado um CD promocional que contém um medley de 4 temas do projecto e ainda o videoclip do tema "Gaivota" e um vídeo do making of.
" Porque Amália era muito mais do que Fado, Amália era Pop."