Não sei como começar este post. Não sei o que escrever, pois é difícil exprimir a dor que me vai na alma. Nestas alturas é difícil falar quanto mais escrever, tal é a confusão em que mergulha a nossa mente.Passamos a vida a adiar encontros, a adiar jantares, a adiar telefonemas, a adiar "aquele café à tanto tempo prometido, para colocar a conversa em dia". E de repente, quando acordamos para a vida, chegamos à conclusão que não podemos adiar mais, seja o que for. Porquê? Porque aquela pessoa a quem prometemos "aquele café" ou "aquela visita" já não está mais neste mundo, partiu para todo o sempre.
Recebi esta semana, a notícia de que um amigo meu falecera de acidente. Não estava à espera, ninguém estava à espera. Não estava preparado. Foi como levar um soco em cheio no estômago e ficar ali, horas, sem conseguir respirar. Foi como mergulhar num pesadelo e ao mesmo tempo ter consciência e não querer acordar, porque enfrentar a realidade dói como tudo. Ainda não acredito, parece mentira.
Daqui só concluo que não vale a pena guardarmos rancor, andarmos chateados uns com os outros, andar a discutir, a invejar o vizinho do lado, a dizer mal deste e daquele. Porque esta vida são dois dias e deve ser aproveitada ao máximo, tirar maior partido das amizades, da família, dos prazeres que a vida tem para nos oferecer. Porque quando menos esperamos, a oportunidade de sermos mais felizes, mais ricos humanamente, já se esfumou como nevoeiro numa manhã de Inverno. E é isto.
Tony, Paz à Tua Alma.











