terça-feira, 19 de abril de 2011

Taxas e Contribuições QB

Até sou capaz de perdoar um ou dois cêntimos num troco quando vou beber café ou numa compra pouco dispendiosa. Mas quando me tentam roubar descaradamente, aí o caso muda de figura. E ontem descobri, na reunião do condomínio cá do prédio, que tenho vindo a ser roubado por empresas que ao fim do ano têm lucros descomunais. Falo da Águas do Ribatejo e desse papão que é a EDP.

A Águas do Ribatejo cobra a todos os condóminos duas taxas mensais denominadas "Contas de Saneamento" e "Contas de Terceiros" onde estão incluídos "o Saneamento e a Quota de serviço de Saneamento bem como os valores a favor de outras Entidades que não a Águas do Ribatejo, tais como, as Câmaras Municipais, ARH Tejo, etc. Nesta conta incluem-se os Resíduos Sólidos Urbanos e as Taxas de Recursos Hídricos." Na minha fracção recebo também todos os meses a minha factura pessoal, onde estas taxas também me são cobradas. Então pergunto, para que estou eu, bem como os meus vizinhos a pagar duas vezes as mesmas taxas? Se o prédio não produz lixo, até porque a limpeza do mesmo é feita por uma particular, e se o lixo que produzo em casa, sou eu que trato dele, faz sentido o "prédio" pagar estas taxas?!

A EDP cobra também ao prédio a chamada "Contribuição Audiovisual" (antiga taxa de radiodifusão) que "serve para financiar o serviço público de radiodifusão e televisão e é cobrada indirectamente através da factura da electricidade". Eu todos os meses pago esta taxa na minha factura pessoal, o que já acho um exagero. Isto porque eu estou a pagar uma cota mensal a uma empresa privada para ter televisão, internet e telefone por cabo. Logo, faz sentido continuar a pagar a contribuição audiovisual? Não, não faz. Mas mais ridículo ainda é o "prédio" pagar esta taxa quando não existe uma televisão nos espaços comuns, não existe música ambiente nem qualquer vestígio de multimédia por perto. Podem argumentar com o facto de estarmos a pagar pelo prédio estar preparado para receber todos esses meios audiovisuais. Mas quando se compra uma casa não se estão a pagar já todas essas comodidades? Desculpem, mas não faz sentido.

Deveria haver uma lei que proibisse estas empresas de encherem os bolsos às nossas custas. Uma entidade que regulasse estas cobranças injustas que engordam aos poucos os cofres de quem não precisa. Este tipo de assuntos deveria ter uma maior relevância e serem discutidos e avaliados minuciosamente por quem nos (des)governa, em vez de muitas vezes discutirem assuntos sem nexo e completamente inúteis para a sociedade.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Dia Mundial do Beijo


Congresso de gaivotas neste céu
Como uma tampa azul cobrindo o Tejo.
Querela de aves, pios, escarcéu.
Ainda palpitante voa um beijo.

Donde teria vindo! (Não é meu...)
De algum quarto perdido no desejo?
De algum jovem amor que recebeu
Mandado de captura ou de despejo?

É uma ave estranha: colorida,
Vai batendo como a própria vida,
Um coração vermelho pelo ar.

E é a força sem fim de duas bocas,
De duas bocas que se juntam, loucas!
De inveja as gaivotas a gritar...

Alexandre O'Neill, in "No Reino da Dinamarca"

Verão Antecipado

E os dias que têm estado? Ainda só estamos em Abril e as temperaturas já atingem os 30ºC. As noites também já estão bem quentinhas. Embora mas é curtir uma esplanada, e aproveitar este tempinho bom, enquanto o FMI deixar...

domingo, 10 de abril de 2011

A Generosidade de um Rei

Decorria o ano de 1892, ou seja, à 119 anos atrás, e este lindo país à beira mar plantado já se encontrava mergulhado na crise. Isto não é de agora, portanto.
Preocupado com o seu povo, o rei D. Carlos, o "Diplomata", doou 20% da sua dotação anual para ajudar o Estado e o País a sair da crise criada pelo rotativismo dos partidos no governo. Mais tarde, D. Carlos foi brutalmente assassinado, talvez por ter sido generoso demais, por ser um governante que se preocupava com o seu povo, com o seu país. País este onde a tradição é tirar ao próximo antes que me tirem a mim, onde impera a corrupção, onde a luxúria e a avareza falam sempre mais alto. O gesto de D. Carlos foi uma vez sem exemplo.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

ZON vs. MEO

Todos os anos o mesmo cenário. Tenho de me dirigir a uma loja ZON e renegociar o meu pacote (TV+Net+Phone). E isto porque com o tempo, a qualidade do serviço vai melhorando (ou não) e quando damos por isso, já existem pacotes mais aliciantes, mais completos e pelo mesmo preço que pagamos actualmente ou mesmo inferior. E quanto a isto a ZON faz o quê? NADA! Podiam telefonar ao cliente a informar dos novos e mais baratos pacotes que vão lançando para o mercado, saber se o cliente está ou não interessado em alterar o seu tarifário. Mas não, antes "fecham-se em copas", calam-se bem caladinhos e enquanto o cliente for pagando e não fizer barulho, tanto melhor. Mas quando esse mesmo cliente descobre que está a ser "roubado" e vai reclamar, ameaçando desistir e ir para a concorrência, aí a coisa muda de figura, já oferecem tudo e mais alguma coisa, descem o preço, aumentam o serviço, tudo para manter o cliente.Em termos de comparação, tanto a ZON como a MEO estão muito equivalentes na relação qualidade/preço, quanto aos serviços que oferecem. Resolvi continuar com a ZON, pelo menos por mais 12 meses, mantive o mesmo serviço que tenho actualmente, mas fiquei a pagar menos 8,56€. Ao fim destes 12 meses poupo a módica quantia de 102,72€. Em tempos de crise há que fazer este tipo de contas e se eu não manifestasse o meu desagrado para com o serviço que a ZON me está a prestar, estes 102,72€ iam parar ao bolso deles. E nestas condições existem centenas de clientes. Por isso, se não estás satisfeito, reclama os teus direitos.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

It's Only Love: Give It Away

É o título do álbum de estreia do luso-dinamarquês Mikkel Solnado. Quem não se recorda do sucesso que foi "We Can Do Anything" durante o Verão passado? E agora ele brinda-nos com esse e outros títulos. E o melhor é que o álbum está disponível para download gratuito no site da Rádio Comercial. Basta clicar aqui, pois vale a pena.

Some More Like Others...

domingo, 3 de abril de 2011

ADELE "21"

Desde que em 2008 ouvi na rádio "Chasing Pavements", single de lançamento do álbum de estreia "19" da cantora britânica Adele, que me tornei fã da sua voz e musicalidade. O álbum é todo ele, a meu ver, perfeito.
Passados dois anos, Adele surge com um novo álbum, intitulado "21". E este é ainda mais perfeito que o anterior, ao ponto de o ouvir em loop, vezes sem fim. Adele é uma grande cantora e compositora e com este álbum trouxe uma lufada de ar fresco ao mundo da música, ao ponto de me deixar arrepiado quando ouço temas como "Someone Like You" que interpretou nos BRIT's 2011 Awards e onde a própria se emociona.

terça-feira, 29 de março de 2011

"SMS" da TMN

A TMN, essa subtil operadora de telefones que à tanto tempo me acompanha, decidiu hoje enviar-me o seguinte SMS: "A rede tmn 2G foi reforçada em Sobreiras Gordas e Samora Correia, garantindo a melhoria da qualidade do serviço que lhe prestamos. Até já."
Agora sim, ESTOU MUITO MAIS FELIZ! Sobretudo depois de ter feito uma pesquisa no Google e ter descoberto que Sobreiras Gordas não existe, nem neste país nem noutro qualquer. Mas não importa, o que interessa é que a rede 2G já lá chegou! Iuuupiii.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

RIP Paul

Foi anunciada hoje em toda a imprensa a morte do polvo mais famoso do planeta. Segundo os seus proprietários, Paul morreu enquanto dormia, de forma natural. E ironia ou não, sabem o que foi o meu almoço hoje? Arroz de polvo, pois então. Pena que só soube da notícia após o almoço, pois caso contrário ficaria intrigado.
Mas aqui entre nós, que ninguém nos ouve, eu acho que o polvo se suicidou. Algum magnata português quis comprá-lo para fazer um belo de um arrozinho, e vai daí o nosso amigo Paul ao saber que vinha para Portugal e ao tomar conhecimento do afundanço que o país está a ter, suicidou-se.

Novas Medidas de Austeridade

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Ouvido Hoje na Rádio...

"Eis que finalmente chega ao fim um dos maiores reality shows alguma vez realizados. Trinta e três homens, uma gruta no Chile a 700 metros de profundidade e 69 dias depois, são todos expulsos ao mesmo tempo."

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

I Like It

Já está aí a nova "Swatch New Gent" Collection. Vai ser difícil escolher apenas um. É que são todos lindos!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

As Bilheteiras Automáticas da CP

Sou só eu ou mais alguém já se apercebeu também do quão difícil é tirar um bilhete naquelas maquinetas de venda automática da CP? É que na última viagem que fiz de comboio, tanto na ida como na volta, o acto de comprar um bilhete foi um autêntico desafio. Ou então fui eu que tive azar. Na ida, primeiro a máquina não aceitava o dinheiro. Depois na hora de colocar as moedas na ranhura, esta não abria. E sempre que isto acontecia tinha de começar tudo de novo. Seleccionar destino, tipo de bilhete, se queria ida e volta ou apenas ida, se era um carregamento de cartão ou apenas um novo bilhete...enfim, logo de manhã a levar com uma máquina automática com vontade própria, com uma fila de gente impaciente atrás de mim a fazer pressão e a fulminar-me com o olhar para eu libertar a máquina, é coisa para começar bem o dia. Após umas cinco ou seis tentativas desisti, o comboio quase a chegar, e meti-me na fila para a bilheteira. Lá consegui apanhar o comboio a tempo. Máquina - 1(um)/Eu - 0(zero).

Como não tinha a certeza se regressaria da mesma estação do destino, só tirei bilhete de ida, pelo que para voltar tive de comprar novamente bilhete. Muito reticente lá me aproximei de mais uma destas máquinas já a antever o que me poderia acontecer. Primeiro contacto, o ecrã completamente sujo, cheio de dedadas e impressões digitais, qual antro de bactérias em excitação. Senhores da CP, se me estiverem a ler, sei que o país está a atravessar uma crise e tal, mas ao preço que estão os bilhetes, de certeza que ainda se arranjam uns trocos para comprar detergente e limpar os ecrãns das máquinas de vez em quando.

Hesitante, lá fui carregando nas opções apresentadas e mais uma vez tive imensa dificuldade em comprar o bilhete. Ora porque nem sempre a máquina correspondia ao que eu seleccionava (talvez derivado à sujidade), ou porque mais uma vez não aceitava as moedas. Dirigi-me para a bilheteira, mas após alguns minutos constatei que não existia. Tinha mesmo de comprar o bilhete naquele caixote metálico e verde. Nova tentativa, após alguma insistência lá acabou por me dar um bilhete cuja origem nem era aquela onde me encontrava. Como já tinha engolido as moedas, já nem quis saber, peguei naquele bilhete e fui para o comboio. Mais uma vez, máquina - 1/Eu - 0. Impressionante a forma como estes seres computorizados nos podem baralhar a vida e muito. Mas agora a sério, tenho saudades daqueles tempos em que era simples comprar um bilhete. Bastava seleccionar o destino, meter as moedas e pegar no bilhete. Era simples.

sábado, 25 de setembro de 2010

No Comboio...

A meio da semana fui a Lisboa tratar de uns assuntos. Para tal decidi abdicar de me deslocar no meu carro e optei antes por utilizar um transporte público, neste caso o comboio. A coisa começa a correr mal logo no inicio, com a compra do bilhete (assunto para outro post). Foi uma experiência hilariante, tal a quantidade de futilidades que se podem ouvir através de uma conversa telefónica de uma pessoa sentada perto de nós. É nestas alturas que sabe sempre bem ter por perto um iPod ou um MP3.
Carruagem quase vazia, cerca de quatro, cinco pessoas. E aquela voz estridente de uma fulana, que ecoava em toda a carruagem e que passou quase uma hora ao telefone com alguém do outro lado que, ou também não tinha nada de útil para fazer ou era igualmente fútil. Agora imaginem as coisas que uma pessoa tem que ouvir, mesmo que não queira. Fiquei a saber que a fulana tem uma casa de banho muito pequena e que sempre que lá vai, seja para se pentear ou para fazer as necessidades fisiológicas, nunca fecha a porta e avisa o filho ou o marido que vai usar aquela divisão, isto para evitar situações como a do dia anterior em que foi tomar banho logo a seguir ao jantar e sentiu-se mal. Mas alguém, no seu perfeito juízo toma banho logo após uma refeição?! E quando ela está sozinha em casa, será que NUNCA usa a casa de banho?! Fiquei também a saber quanto é que a filha da fulana está a pagar pela casa que habita, quanto é que o filho está a pagar pelo carro, que nem sempre consegue pagar e ela tem de se chegar à frente com o dinheiro. Ouvi também ela a dizer à outra pessoa que não se preocupasse, que marcasse uma consulta no Dr. João (nome fictício) que lhe passava um atestado em como ela estava doente, mesmo que isso não tenha sido verdade, tal como fez com ela quando meteu baixa, mesmo sem precisar. Pelo meio iam cortando na casaca de uma ou outra vizinha/conhecida.
Conclusão, aquela conversa repugnou-me, todas aquelas palavras que foram vomitadas durante aqueles longos cinquenta e tal minutos, se espremidas não se aproveitaria nem um vocábulo. Aquela pessoa era mais um parasita da sociedade que vive à pala dos meus impostos e de quem trabalha. Deu para perceber que era uma pessoa que não nadava em dinheiro, que até de vez em quando passava algumas dificuldades, mas que também não demonstra muito interesse em trabalhar e fazer pela vida, que vive à custa de subsídios, mas que ainda assim gasta dinheiro com o telemóvel com uma conversa da treta. Como é que alguém tem tanto para dizer, mas ao mesmo tempo esse tanto não é nada, porque é conversa que não interessa a ninguém?! O pior é que o país está cheio de pessoas assim.

domingo, 19 de setembro de 2010

Já Não Há Notícias

Deixou de haver notícias em Portugal. Estou desiludido com os telejornais dos canais generalistas. Vejo pouca televisão, mas desse pouco, se há programas que eu ainda prezo, são os telejornais, pois gosto de estar informado e manter-me a par das últimas. Mas ultimamente, os programas informativos mais parecem uma espécie de "Fama Show" sobre política e futebol. As notícias ( se é que se podem chamar de notícias) de abertura só falam da selecção nacional, ora porque não tem treinador, ora porque já tem treinador, de seguida é Mourinho que vem treinar a selecção mas no minuto seguinte essa notícia já era. Será Paulo Bento o próximo treinador, não será Paulo Bento, enfim, e chegam mesmo a fazer directos de um estádio (um qualquer, não interessa qual) onde entrevistam a senhora da limpeza que acaba de limpar os balneários, e a dar a conhecer a sua opinião ao país, como se isso fosse importante.
De seguida, depois de terem esgotado o assunto do futebol até à exaustão, vamos falar de política. E o centro das atenções passa a ser Sócrates e o seu opositor Passos Coelho. Ora porque Sócrates cheira mal da boca, ora porque Passos Coelho afirma que isso é verdade, de seguida é Sócrates que acusa a oposição de não usar desodorizante e logo de seguida a oposição ataca Sócrates dizendo que este até chega a largar uns peidos silenciosos enquanto discursa. Enfim, e são isto notícias? O jornalismo neste país já foi. O resto do telejornal é preenchido com uma ou outra cuscuvilhice sobre a vida alheia que não interessa nem ao menino jesus. O que se passa nos telejornais é ruído de fundo, futilidades que não interessam.
É por estas e por outras que cada vez tenho menos vontade de ver os telejornais portugueses.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

domingo, 12 de setembro de 2010

Venda Agressiva

Hoje no shopping fui abordado por uma senhora de meia idade que correu esbaforida direito a mim. Vinha de um daqueles estaminés que os bancos ali montam para angariar novos clientes e impingir cartões de crédito. Dirige-se a mim e pergunta "Olhe desculpe, qual é a sua profissão??!". Numa situação normal até teria dado atenção à senhora, pois não sou de ignorar ninguém. Mas ali, ao ouvir aquela pergunta completamente descabida e sem nexo, pois não conheço a senhora de lado nenhum, o meu cérebro quis que eu continuasse o meu caminho e ignorasse a pergunta e a pessoa que a fez. E assim foi, e no fim senti-me bem.
É que detesto este tipo de abordagem, nem sei se existem cursos para este tipo de vendas, mas uma coisa é certa, com este tipo de abordagem nunca me terão como cliente. Não seria mais fácil começar por explicar quem é e o que está ali a fazer?!