quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

"Paradise Circus" com Bolinha!

Este é o vídeo do novo single dos Massive Attack, o cartão de visita do álbum "Heligoland". Está a dar que falar por parte da imprensa, sobretudo britânica, devido ao seu conteúdo "pornográfico". Neste vídeo, a ex-actriz pornográfica Georgina Spelvin, que se tornou uma estrela com o filme "The Devil in Miss Jones" , hoje com 73 anos, fala sobre a sua experiência no mundo da pornografia ao mesmo tempo que são exibidas imagens do filme.

"Heligoland" Censurado

Capa do álbum "Heligoland" dos Massive Attack
Desde o álbum Mezzanine, em 1998, que me tornei fã desta banda de trip-hop inglesa. Cheguei a recear que tivesse chegado ao fim, pois o último álbum editado data de 2003. Mas volvidos sete anos, eles estão de regresso e em grande forma com o seu mais recente trabalho "Heligoland", que já tive oportunidade de ouvir. Mas como nem tudo é fácil na vida de um artista, os Massive Attack viram os cartazes publicitários com a capa de "Heligoland" serem removidos das estações do metro em Londres. Segundo a banda declarou ao jornal "Daily Star", a empresa responsável pelo metro de Londres acha que a capa do disco é demasiado parecida com um graffiti para poder ser exposta no metro. Robert Del Naja, um dos elementos da banda, refere que "eles não permitem que se exiba nada no metro que seja parecido com arte urbana. Querem que removamos tudo. É a censura mais absurda que já vi". A banda viu-se forçada a redesenhar o trabalho gráfico para poder exibi-lo nas estações do metro.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Nine

Nine não deixa de ser um bom filme, no entanto não é uma obra-prima da sétima arte. Muito na linha daquilo a que Rob Marshall, o realizador, já nos tinha habituado com a anterior sequela, "Chicago", Nine tem para nos oferecer um elenco de luxo com bons actores e uma boa realização. Mas depois de ter visto Chicago, em 2002, confesso que estava à espera de algo melhor, ou pelo menos diferente, não superando por isso as minhas expectativas. Ou seja, volvidos oito anos, supus que Marshall realizasse agora algo inovador no mundo dos musicais. É, contudo, uma verdadeira homenagem ao cinema italiano, que teve o seu auge nas décadas de 60 e 70.
Salve-se o brilhante desempenho da actriz Penélope Cruz que já não precisa de dar provas de que é uma actriz excelente. Com a sua personagem ela consegue atribuir ainda mais sensualidade ao filme. Também Judi Dench esteve em grande, como seria de esperar e Fergie, a vocalista dos "Black Eyed Peas" fez uso da sua inigualável voz para surpreender com a música Be Italian. Quanto ao actor principal, Daniel Day-Lewis, esteve bem no seu papel de realizador que enfrenta uma grave crise a nível pessoal e profissional e que mistura o trabalho com as mulheres da sua vida.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Greatest Song

Florence And The Machine - "Dog Days Are Over"

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Grammy Awards 2010

Rosa Lobato de Faria 1932 - 2010

"Que Perigosa Palhaçada"

Parece que o "nosso" querido Primeiro Ministro está envolvido numa nova polémica. Consta que foi apanhado com a boca na botija a dissertar infâmias sobre o tão prestigiado jornalista Mário Crespo. Este, por sua vez, não se fez rogado e veio a público dizer de sua justiça, ao mesmo tempo que escreve a seguinte crónica sobre o assunto, para o Jornal de Notícias, mas que nunca chegou a ser publicada por esse mesmo jornal. Ora vejamos:

O Fim da Linha
Mário Crespo
"Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada."