terça-feira, 26 de outubro de 2010

RIP Paul

Foi anunciada hoje em toda a imprensa a morte do polvo mais famoso do planeta. Segundo os seus proprietários, Paul morreu enquanto dormia, de forma natural. E ironia ou não, sabem o que foi o meu almoço hoje? Arroz de polvo, pois então. Pena que só soube da notícia após o almoço, pois caso contrário ficaria intrigado.
Mas aqui entre nós, que ninguém nos ouve, eu acho que o polvo se suicidou. Algum magnata português quis comprá-lo para fazer um belo de um arrozinho, e vai daí o nosso amigo Paul ao saber que vinha para Portugal e ao tomar conhecimento do afundanço que o país está a ter, suicidou-se.

Novas Medidas de Austeridade

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Ouvido Hoje na Rádio...

"Eis que finalmente chega ao fim um dos maiores reality shows alguma vez realizados. Trinta e três homens, uma gruta no Chile a 700 metros de profundidade e 69 dias depois, são todos expulsos ao mesmo tempo."

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

I Like It

Já está aí a nova "Swatch New Gent" Collection. Vai ser difícil escolher apenas um. É que são todos lindos!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

As Bilheteiras Automáticas da CP

Sou só eu ou mais alguém já se apercebeu também do quão difícil é tirar um bilhete naquelas maquinetas de venda automática da CP? É que na última viagem que fiz de comboio, tanto na ida como na volta, o acto de comprar um bilhete foi um autêntico desafio. Ou então fui eu que tive azar. Na ida, primeiro a máquina não aceitava o dinheiro. Depois na hora de colocar as moedas na ranhura, esta não abria. E sempre que isto acontecia tinha de começar tudo de novo. Seleccionar destino, tipo de bilhete, se queria ida e volta ou apenas ida, se era um carregamento de cartão ou apenas um novo bilhete...enfim, logo de manhã a levar com uma máquina automática com vontade própria, com uma fila de gente impaciente atrás de mim a fazer pressão e a fulminar-me com o olhar para eu libertar a máquina, é coisa para começar bem o dia. Após umas cinco ou seis tentativas desisti, o comboio quase a chegar, e meti-me na fila para a bilheteira. Lá consegui apanhar o comboio a tempo. Máquina - 1(um)/Eu - 0(zero).

Como não tinha a certeza se regressaria da mesma estação do destino, só tirei bilhete de ida, pelo que para voltar tive de comprar novamente bilhete. Muito reticente lá me aproximei de mais uma destas máquinas já a antever o que me poderia acontecer. Primeiro contacto, o ecrã completamente sujo, cheio de dedadas e impressões digitais, qual antro de bactérias em excitação. Senhores da CP, se me estiverem a ler, sei que o país está a atravessar uma crise e tal, mas ao preço que estão os bilhetes, de certeza que ainda se arranjam uns trocos para comprar detergente e limpar os ecrãns das máquinas de vez em quando.

Hesitante, lá fui carregando nas opções apresentadas e mais uma vez tive imensa dificuldade em comprar o bilhete. Ora porque nem sempre a máquina correspondia ao que eu seleccionava (talvez derivado à sujidade), ou porque mais uma vez não aceitava as moedas. Dirigi-me para a bilheteira, mas após alguns minutos constatei que não existia. Tinha mesmo de comprar o bilhete naquele caixote metálico e verde. Nova tentativa, após alguma insistência lá acabou por me dar um bilhete cuja origem nem era aquela onde me encontrava. Como já tinha engolido as moedas, já nem quis saber, peguei naquele bilhete e fui para o comboio. Mais uma vez, máquina - 1/Eu - 0. Impressionante a forma como estes seres computorizados nos podem baralhar a vida e muito. Mas agora a sério, tenho saudades daqueles tempos em que era simples comprar um bilhete. Bastava seleccionar o destino, meter as moedas e pegar no bilhete. Era simples.

sábado, 25 de setembro de 2010

No Comboio...

A meio da semana fui a Lisboa tratar de uns assuntos. Para tal decidi abdicar de me deslocar no meu carro e optei antes por utilizar um transporte público, neste caso o comboio. A coisa começa a correr mal logo no inicio, com a compra do bilhete (assunto para outro post). Foi uma experiência hilariante, tal a quantidade de futilidades que se podem ouvir através de uma conversa telefónica de uma pessoa sentada perto de nós. É nestas alturas que sabe sempre bem ter por perto um iPod ou um MP3.
Carruagem quase vazia, cerca de quatro, cinco pessoas. E aquela voz estridente de uma fulana, que ecoava em toda a carruagem e que passou quase uma hora ao telefone com alguém do outro lado que, ou também não tinha nada de útil para fazer ou era igualmente fútil. Agora imaginem as coisas que uma pessoa tem que ouvir, mesmo que não queira. Fiquei a saber que a fulana tem uma casa de banho muito pequena e que sempre que lá vai, seja para se pentear ou para fazer as necessidades fisiológicas, nunca fecha a porta e avisa o filho ou o marido que vai usar aquela divisão, isto para evitar situações como a do dia anterior em que foi tomar banho logo a seguir ao jantar e sentiu-se mal. Mas alguém, no seu perfeito juízo toma banho logo após uma refeição?! E quando ela está sozinha em casa, será que NUNCA usa a casa de banho?! Fiquei também a saber quanto é que a filha da fulana está a pagar pela casa que habita, quanto é que o filho está a pagar pelo carro, que nem sempre consegue pagar e ela tem de se chegar à frente com o dinheiro. Ouvi também ela a dizer à outra pessoa que não se preocupasse, que marcasse uma consulta no Dr. João (nome fictício) que lhe passava um atestado em como ela estava doente, mesmo que isso não tenha sido verdade, tal como fez com ela quando meteu baixa, mesmo sem precisar. Pelo meio iam cortando na casaca de uma ou outra vizinha/conhecida.
Conclusão, aquela conversa repugnou-me, todas aquelas palavras que foram vomitadas durante aqueles longos cinquenta e tal minutos, se espremidas não se aproveitaria nem um vocábulo. Aquela pessoa era mais um parasita da sociedade que vive à pala dos meus impostos e de quem trabalha. Deu para perceber que era uma pessoa que não nadava em dinheiro, que até de vez em quando passava algumas dificuldades, mas que também não demonstra muito interesse em trabalhar e fazer pela vida, que vive à custa de subsídios, mas que ainda assim gasta dinheiro com o telemóvel com uma conversa da treta. Como é que alguém tem tanto para dizer, mas ao mesmo tempo esse tanto não é nada, porque é conversa que não interessa a ninguém?! O pior é que o país está cheio de pessoas assim.

domingo, 19 de setembro de 2010

Já Não Há Notícias

Deixou de haver notícias em Portugal. Estou desiludido com os telejornais dos canais generalistas. Vejo pouca televisão, mas desse pouco, se há programas que eu ainda prezo, são os telejornais, pois gosto de estar informado e manter-me a par das últimas. Mas ultimamente, os programas informativos mais parecem uma espécie de "Fama Show" sobre política e futebol. As notícias ( se é que se podem chamar de notícias) de abertura só falam da selecção nacional, ora porque não tem treinador, ora porque já tem treinador, de seguida é Mourinho que vem treinar a selecção mas no minuto seguinte essa notícia já era. Será Paulo Bento o próximo treinador, não será Paulo Bento, enfim, e chegam mesmo a fazer directos de um estádio (um qualquer, não interessa qual) onde entrevistam a senhora da limpeza que acaba de limpar os balneários, e a dar a conhecer a sua opinião ao país, como se isso fosse importante.
De seguida, depois de terem esgotado o assunto do futebol até à exaustão, vamos falar de política. E o centro das atenções passa a ser Sócrates e o seu opositor Passos Coelho. Ora porque Sócrates cheira mal da boca, ora porque Passos Coelho afirma que isso é verdade, de seguida é Sócrates que acusa a oposição de não usar desodorizante e logo de seguida a oposição ataca Sócrates dizendo que este até chega a largar uns peidos silenciosos enquanto discursa. Enfim, e são isto notícias? O jornalismo neste país já foi. O resto do telejornal é preenchido com uma ou outra cuscuvilhice sobre a vida alheia que não interessa nem ao menino jesus. O que se passa nos telejornais é ruído de fundo, futilidades que não interessam.
É por estas e por outras que cada vez tenho menos vontade de ver os telejornais portugueses.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

domingo, 12 de setembro de 2010

Venda Agressiva

Hoje no shopping fui abordado por uma senhora de meia idade que correu esbaforida direito a mim. Vinha de um daqueles estaminés que os bancos ali montam para angariar novos clientes e impingir cartões de crédito. Dirige-se a mim e pergunta "Olhe desculpe, qual é a sua profissão??!". Numa situação normal até teria dado atenção à senhora, pois não sou de ignorar ninguém. Mas ali, ao ouvir aquela pergunta completamente descabida e sem nexo, pois não conheço a senhora de lado nenhum, o meu cérebro quis que eu continuasse o meu caminho e ignorasse a pergunta e a pessoa que a fez. E assim foi, e no fim senti-me bem.
É que detesto este tipo de abordagem, nem sei se existem cursos para este tipo de vendas, mas uma coisa é certa, com este tipo de abordagem nunca me terão como cliente. Não seria mais fácil começar por explicar quem é e o que está ali a fazer?!

sábado, 11 de setembro de 2010

Nova Aquisição Cá de Casa

Uma Oncidium de flores amarelas, também vulgarmente conhecida por "Chuva de Ouro".

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Processo "Carlos Cruz"

E não lhe chamo processo Casa Pia porque o nome está mais que saturado e porque neste momento todas as atenções estão viradas para o ex-apresentador de televisão. Tenho uma questão a fazer, porque é que se dá tanto tempo de antena a este indivíduo? E quem diz a ele diz também aos outros seis arguidos do mesmo processo. Perturba-me a importância que é dada a um arguido condenado por crimes de pedofilia, mas enfim. Cabe na cabeça de alguém, um homem que é condenado a sete anos de prisão, por ter cometido crimes de pedofilia, ter a exposição pública que tem tido? Vem para a televisão com voz trémula, olhinhos de cachorrinho arrependido, lamentar-se da sua vida miserável, como se estivesse à espera que seja o povo a salvá-lo da choldra. Duma coisa estou convencido, de cada vez que o ouço a dar uma entrevista, ou a esquivar-se a determinadas perguntas com respostas sem nexo, como fez ontem na "Grande Entrevista" com Judite de Sousa, de cada vez que isso acontece, mais me convenço de que ele não está inocente. E depois vem para a televisão dizer que as pessoas são más, que estão contra ele?!

Uma coisa é certa, quando ele se questiona do porquê de os juízes afirmarem que apenas ele foi condenado por ter ido à casa de Elvas "mas só eu é que estive na casa de Elvas?", já está a admitir que lá esteve, apenas não quer ser condenado sozinho nesse crime. Eu não sei se ele é culpado ou inocente, se foi julgado justa ou injustamente, mas quem sou eu para questionar a decisão de um juiz? E infelizmente a nossa justiça não é um modelo exemplar, mas se fosse eu ou o Zé Manel ali do 2º direito, será que também teria todo este mediatismo e o direito a justificar-me com entrevistas infinitas nos meios de comunicação?!

sábado, 4 de setembro de 2010

LOST

E alguns meses depois, eis que estou quase quase a terminar a sexta e última temporada de Lost. O suspense é muito e a curiosidade para saber como termina também.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Na Caixa do Supermercado

Ontem fui a um supermercado comprar ingredientes para fazer Muffins, de entre os quais açúcar baunilhado. Já na caixa, pronto para pagar a conta, a menina que ali estava a trabalhar passava um a um, todos os artigos...ou quase todos...até chegar ao açúcar baunilhado. E aí eu presenciei uma cena deprimente e muito estranha. Ela pega no pacote de açúcar, levando-o ao nariz, cheirando-o, ou melhor, snifando-o e proferiu as seguintes palavras "adddoooorooo este cheiro, lá em casa a minha mãe usa sempre este açúcar para fazer bolos e é uma delííííciiiaaa". Sorri estupefacto, fiquei sem palavras, paguei e fugi dali a sete pés. Arrependo-me de ter trazido aquele açúcar que roçou pelo nariz daquela estranha. Mas porque é que os operadores de caixa dos supermercados têm sempre que opinar sobre os artigos que os clientes compram? Não era muito mais fácil se fizessem apenas o seu trabalho, limitando-se a passar os artigos naquela maquineta? Sim, porque se o cliente quisesse saber opiniões acerca de determinado produto, dirigia-se à "secção de apoio ao cliente".
Qualquer dia ainda vou ter de ouvir qualquer coisa do género "olhe, não leve estes preservativos porque eu já experimentei e não gostei. Os de sabor a morango são muito melhores".

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Questão Pertinente

Como é que é possível um incêndio florestal deflagrar às três e tal da manhã?!
Depois não digam que isto não mete mão criminosa. Só tenho pena que estes filhos da p*ta destes incendiários não ardam no próprio fogo que ateiam.

Gosto Disto


Gorillaz - "On Melancholy Hill"

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Das Férias #2

E ainda no primeiro dia de férias, envolvido em toda a azáfama de encontrar uma nova casa onde ficar hospedado, eis que mais um momento hilariante se me apresenta. Vou eu a conduzir, calmamente, dentro de uma localidade, quando de repente vejo um carro a vir em contramão na minha direcção. Pânico, medo, muito medo! Pensei logo que as minhas férias, que ainda nem haviam começado, terminavam já ali, naquele momento. Comecei a buzinar e a fazer sinal de luzes e eis que o carro em questão pára em plena via pública, ficando mesmo imobilizado, mas na faixa contrária, ou seja, na minha. Abrando a velocidade e quando passo pelo veículo em questão, já pronto a chamar uns nomes à mãe do condutor, vejo no volante uma senhora de meia idade, pálida como a neve, de olhos esbugalhados, tipo cachorro arrependido. Pelos traços físicos da senhora constatei que se tratava de uma turista inglesa e isso explica o facto de ela vir em contramão e o carro ser alugado. Fui incapaz de insultar a senhora que ia acabando com as minhas férias. Segui o meu caminho desejando que que ela tomasse aquilo como lição e entregasse o mais rápido possível aquele carro, pois os ingleses são mesmo um perigo a conduzir em Portugal. E isso explica o porquê de o número de acidentes aumentar no verão e de a EN125 ser uma das estradas mais sinistras do país. Se virem um inglês a conduzir por aí, tenham medo, tenham mesmo muito medo.

Agora imaginem a seguinte situação, uma praia cheia de gente deitada ao sol, daquelas praias típicas algarvias, em pleno mês de Agosto, com centenas de pessoas. Passa uma gaivota que decide aliviar-se esguichando merda por todo o lado. Onde é que ela vai acertar? Em mim, pois então. Isto não aconteceu, de facto. Mas poderia ter acontecido, porque é o tipo de coisa que me acontece só a mim. Isto para explicar que tudo me acontece!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Das Férias #1

Tive umas férias plenas, dignas e merecidas, das quais tentei tirar o máximo partido. É claro que fica sempre no ar aquela sensação de "soube a pouco", mas esse pouco foi bem aproveitado. Mas (e há sempre um mas) uma série de episódios caricatos aconteceram-me durante estes dias. Eu começo a achar que o problema é mesmo meu, pois só atraio gente maluca e só me acontecem cenas dignas de filme.

Primeiro dia no Algarve, chego ao apartamento que aluguei por duas semanas e telefono à senhora para me vir entregar a chave. Pelo telefone ela diz-me que o senhor C. (que sou eu!) já tinha entrado à meia hora atrás. Fiquei indignado e não acreditei no que estava a ouvir. Pensei logo que tinha sido burlado, mas a senhora disse que vinha de imediato ter comigo para esclarecer a situação. Já dentro do prédio, tocámos à campainha do apartamento de onde aparece o outro indivíduo que entrara antes. A senhora perguntou-lhe quem era ele e como se chamava e depressa constatou que de facto não se tratava da minha pessoa. Conclusão: houve um fulaninho que se fez passar por mim, a senhora como não me conhecia pessoalmente, apenas por telefone, pensou que ele era eu e deixou-o entrar. Confessou que realmente tinha achado a minha voz (que era a do outro individuo) estranha, mas tratou-o sempre pelo meu nome (que é muito diferente do dele) e o fulano também nunca se desmanchou, fechando-se em copas e apoderando-se do apartamento que eu alugara.

Isto dá que pensar e leva-me a acreditar que as pessoas são capazes de tudo. Eu não seria capaz de fazer isto a ninguém. Bem, como ele já tinha pago, também não quis sair e a senhora também não pôde obrigá-lo. O resto da tarde foi passada a telefonar para todo e mais algum anúncio de jornal de aluguer de casas no Algarve. Nunca levei tanta tampa na minha vida! Estava tudo alugado. Mas a senhora da dita casa telefonou para uma amiga que ainda tinha um apartamento disponível mais ou menos pelos mesmo valores e lá me salvou as férias. Mas estava a ver o caso muito mal parado. Mesmo! Ao ponto de chegar a pensar em regressar. Ao fim da tarde lá entrei no outro apartamento e depois fui fazer compras. Primeiro dia de férias estragado, praia nem vê-la, e tudo por causa de alguém que se faz passar por mim. É o tipo de coisa que só me acontece a mim. (continua)

domingo, 29 de agosto de 2010

Regressar ao Trabalho

Pois é, as férias chegaram ao fim, com muita pena minha. Avizinham-se agora pela frente árduos dias de trabalho que não vão ser nada fáceis para quem, como eu, esteve cinco semanas seguidas sem fazer nenhum. Mas soube bem, muito bem mesmo, especialmente estes últimos dias que foram de praia, praia e mais praia. Há muito tempo que o chamado "trabalhar para o bronze" não fazia tanto sentido na minha vida. Mas como tudo tem um fim, as minhas férias chegaram ao fim. Para o ano haverá mais. E sobre as férias falarei num outro post, pois há episódios que têm de ser partilhados aqui.
Agora é o preparar mentalmente para enfrentar a rotina que é o trabalho, mas tem mesmo de ser, senão, como conseguiria eu pagar as contas ao fim do mês? E como conseguiria eu ir de férias? Não é fácil, ainda mais quando o Verão ainda anda por cá, convidando para ir à praia, ou a dar um passeio num fim de tarde solarengo. Resta-me aproveitar os tempos livres para tirar partido do que este Verão ainda tem para me oferecer.

domingo, 15 de agosto de 2010

A Caminho da Praia

Vou ali e já volto!

sábado, 14 de agosto de 2010

Music for the Weekend


Madonna - "Hollywood"

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Passados Dois Anos...

...vou voltar a esta praia! Iuuupiiiii!!!

Princess (resultado final)

Eis o resultado final deste puzzle que aqui mencionei há uns dias atrás. Afinal a moldura nem deu muita luta a ser escolhida. E o resultado está à vista. Agora é só embrulhar e esperar que a M. goste do seu novo quadro que vai trazer um toque de magia ao seu quarto.

Insónia

Começaram as festas da cidade (sim, dizem que isto é uma cidade, apesar de já ter visto vilas bem mais desenvolvidas) e por arrasto, começaram também as noites mal dormidas. E não, não é porque vou para o bailarico até de madrugada. É porque simplesmente não se consegue dormir, tal é a barulheira da festarola. E hoje tive uma cantora pimba, cujos berros desafinados entravam pelas minhas janelas adentro, penetrando no mais íntimo dos meus tímpanos, não deixando que o sono se apoderasse de mim. Por isso hoje estou num dia daqueles. O que ainda safa isto é que estou de férias e posso sempre ficar na cama até mais tarde. Mas se hoje tivesse de ir trabalhar, de certeza que ninguém me poderia aturar.
Quatro dias de festa é o que ainda me espera, apesar do último já não contar, porque a partir de Domingo estarei bem longe daqui, a ter o meu merecido descanso. Até lá tenho de arranjar qualquer coisa para combater as insónias, ou rentabilizar o tempo a fazer algo útil, em vez de passar metade da noite a olhar para o relógio de dez em dez minutos.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Na Ourivesaria...

No centro comercial Vasco da Gama dirigi-me a uma ourivesaria para mudar a pilha a um relógio que há muito se encontrava parado nas 12 horas. O que aconteceu foi isto:

Eu: Desculpe, mudam pilhas a relógios?
Empregada: Mudamos sim, mas... vai entrar com ele na água?
(fiquei a olhar para ela, sem perceber a lógica da pergunta e passados alguns segundos respondi que não)
Empregada: Então aguarde um pouco que o meu colega vai mudar a pilha.
(passados dois, três minutos, ela voltou e no balcão passou-me para a mão a embalagem vazia da pilha que trocaram. Fiquei de novo a olhar para ela e a perguntar-me o que queria que eu fizesse com aquilo).
Empregada: Ai desculpe, eu não lhe queria dar isso, queria dar-lhe o relógio. Sabe, não ligue, isto é das férias.
Eu: Das férias ou da falta delas?
Empregada: Não, não, acabei ontem as férias e hoje regressei ao trabalho.

Agora imagino, se aquela mulher fica naquele estado após ter regressado de férias, como ficará após meses seguidos de trabalho.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Carros Sem Piscas

Sabem daquelas lâmpadas que são instaladas nos automóveis, que funcionam de forma intermitente, indicando a direcção para onde se dirige o condutor? Estou cá para mim que existem veículos que não as têm. Ou isso, ou servem apenas para efeito estético. É que não são tão poucos como isso, os condutores que eu encontro no dia-a-dia que simplesmente não dão uso aos piscas. E isto dá-me cabo dos nervos. Sobretudo quando são carros topo de gama de altas cilindradas. Andarão os senhores da Mercedes e da BMW a esquecerem-se de instalarem piscas nos automóveis?! É uma grande falha, nem sei como não há mais acidentes derivados à falta de ligar os piscas. Detesto estar num cruzamento, por exemplo, em que quero entrar numa estrada com prioridade, e alguém vem nessa estrada, apresentando-se pela minha esquerda, não liga os piscas e acaba por virar para a estrada de onde eu vinha. Fico fulo da vida. Ou então alguém que vai num veículo à minha frente, e de repente encontra um obstáculo, contornando-o, mas nunca ligando os piscas. Mas dá assim tanto trabalho ligar os piscas?!

...

Há pessoas que de viverem tanto a vida dos outros, por se meterem demasiado na vida alheia, esquecem-se de viver a sua própria vida. Quando acordam...já é tarde.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Será da Idade?!

Hoje, passadas algumas semanas, voltei a ir correr. Constatei que o meu joelho não está a dar tréguas. Já não tenho a performance de outrora. Será da idade?!

Protecção de Dados

Notícias recentes dizem que a Comissão Nacional para a Protecção de Dados (CNPD) proibiu a Google de continuar a fotografar as ruas das cidades portuguesas para a aplicação Google Street View, argumentando que não estão reunidos os requisitos legais para que as fotos sejam publicadas na Internet. Tudo em prol de proteger o cidadão comum.
Na minha opinião acho isto absurdo, salvo raras excepções, pois existem casos bem mais graves de violação da protecção de dados. É o caso, por exemplo, de algumas instituições públicas, como repartições de finanças, notários, segurança social, bancos e também algumas empresas privadas. E aqui sim, é grave, porque falamos de pessoas que trabalham nessas repartições, que têm acesso aos nossos dados pessoais e que muitas vezes, em troca de um favor (ou não), os fornecem a terceiros. E basta que nos vinculemos a uma transferência bancária, por exemplo, para que a empresa "x" ou "y" tenha acesso imediato a todos os nossos dados, bem como contas bancárias e transacções.
Eu, por exemplo, há cerca de três anos, tive o caso de uma senhora que necessitava de entrar em contacto comigo. Através de uma seguradora ela conseguiu descobrir não só o meu nome completo, bem como a minha morada e posteriormente telefone. E isto é assustador, pois hoje em dia qualquer pessoa tem acesso à nossa vida privada. Isto é bem mais grave do que publicarem uma fotografia da minha rua, do meu prédio, onde o meu carro até estava estacionado, na Internet.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Marcha Lenta

Experimentem percorrer cerca de dez quilómetros, de carro, à velocidade de 50 km/h. É dose!

Recordar é Viver

Lembram-se disto? Corria o ano de 1985.

Sandra - "Maria Magdalena"

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Vampire America

Ok, eu até sinto um certo fascínio pelo mundo vampiresco. Gostei de filmes como o "Drácula de Bram Stoker" ou "Entrevista Com o Vampiro". Gosto (muito) da série True Blood. E até achei alguma piada aos filmes da saga Twilight, apesar de demasiado estereotipados. Mas isto é tudo sétima arte, ok?! É tudo ficção e ficamo-nos por aí. Mas quando a coisa passa para este lado, para o lado humano, real, aí a conversa já é outra.

Isto vem a respeito de um programa que vi este fim de semana na Sic Radical que se intitulava "Vampire America". Falava de pessoas que necessitam de sangue humano para (sobre)viverem. Participam em rituais, frequentam discotecas de vampiros, encontros e fóruns na Internet e o tema e objectivo principal é comum para estas pessoas: o sangue humano. A mim repugna-me só o simples facto de pensar em beber sangue, seja ele de animal e muito menos humano. Realmente o povo americano é muito estranho. Mas o pior foi descobrir que nesta comunidade de "vampiros" existem os chamados "dadores", que são pessoas que se oferecem voluntariamente para doar o seu sangue aos supostos "vampiros". Então deixam-se mutilar, cortar com lâminas e espetam-se com agulhas, tudo a bel-prazer de pessoas que por vezes nem conhecem. E quando não há um dador, estes indivíduos começam a ressacar e então recorrem a talhos onde compram sangue de animal que dizem ser para fazer enchidos. Uma rapariga comprou fígado de vaca que colocou na picadora e bebeu, deliciando-se. Aquilo meteu-me nojo, a sério.

Outra situação, um rapaz que padecia de uma doença rara, chamada Porfíria (consta que existem apenas 1500 casos nos EUA), que se caracteriza pela falta de pigmentação no sangue. Este rapaz dizia que necessitava de beber sangue humano para poder viver, caso contrário já teria morrido. Apesar de não estar cientificamente provado e de esse acto não ser apoiado pelos médicos, a verdade é que lhe foram dados alguns meses de vida quando lhe foi diagnosticada a doença, e se o sangue ajuda ou não, ele continua vivo.

Estranho mundo este em que vivemos!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Se Há Coisa Que Eu Detesto...

...é estar de férias e ser constantemente incomodado com assuntos de trabalho. E não, não vale a pena desligar o telemóvel. Existe sempre o mail e o Facebook. Irra!

domingo, 1 de agosto de 2010

Buddha Eden Garden

Como programa de fim-de-semana e em alternativa à praia, escolhi uma escapadela até ao Buddha Éden Garden, também conhecido por "Jardim da Paz". Este amplo jardim, que para muitos passa despercebido, fica situado na Quinta dos Loridos, freguesia do Carvalhal, concelho do Bombarral.
A Quinta dos Loridos é um solar do século XVI que foi convertido em unidade hoteleira de luxo, sendo também uma afamada produtora de vinhos, nomeadamente de espumantes.

O jardim Buddha Eden, com uma área de 35 hectares, um lago artificial e cerca de 6 mil toneladas de estátuas, deixa qualquer visitante encantado pelo seu espaço de calma e paz de espírito. Foi idealizado e concebido pelo Comendador José Berardo, em resposta à destruição dos Budas Gigantes de Bamyan, naquele que foi um dos maiores actos de barbárie cultural, apagando da memória obras primas, do período tardio da Arte de Gandhara. Berardo presta assim, de certo modo, homenagem aos colossais Budas esculpidos na rocha do vale de Bamyan, no centro do Afeganistão, e que durante séculos foram referências culturais e espirituais. È uma instituição cultural sem fins lucrativos e ao serviço da comunidade nacional e internacional, que tem como missão sensibilizar o visitante para o conhecimento interior, através do seu jardim em diálogo com um vasto património escultórico.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Segue, Segue, Segue...



Gosto de estar a par das novas tecnologias que vão surgindo no mercado, que cada vez mais são indispensáveis nas nossas vidas. Mas no que diz respeito a aparelhos GPS, nunca fui grande adepto dos mesmos. Primeiro porque os preços dos ditos cujos não são nada simpáticos e depois porque se perde aquele misticismo, a adrenalina, o suspense de perguntar a um desconhecido onde fica determinado local, ficando por vezes a saber o mesmo (ver vídeo).
Recentemente ofereceram-me um GPS e após o ter experimentado, a verdade é que eu estou rendido a este pequeno aparelho. É deveras muito útil, pois leva-nos exactamente onde queremos ir e com grande fiabilidade. E depois é fácil de transportar, podemos escolher várias vozes, entre masculinas e femininas e alguns (imagine-se!) até trazem jogos. Uma ferramenta bastante útil, de facto. Adeus aos quilómetros percorridos desnecessariamente por sítios desconhecidos, adeus aos mapas em papel (usava vários), adeus às impressões em papel do Google Maps, antes de me fazer à estrada. Facilita-me bastante a vida.

António Feio 1954 - 2010

Faleceu o actor António Feio, vítima de cancro, aos 55 anos. Sempre com um sorriso estampado na cara, foi assim que viveu uma vida plena, mantendo sempre a boa disposição, mesmo quando já estava doente. "Estou cá para matar o bicho", disse ele quando assumiu publicamente a sua doença, vivendo a mesma sempre com o humor que o caracterizava. Humor esse que manteve sempre até ao fim. Descansa em Paz!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Ser Dador Não Custa Nada

Há uns dias atrás recebi no local de trabalho a notícia de que o D., um colega de trabalho, tinha sido internado por padecer de leucemia. Ninguém estava à espera que aquele indivíduo, que anda sempre bem disposto, que é trabalhador e acima de tudo um bom camarada, viesse a padecer de tal doença. Efectuados alguns exames e tratamentos que não trouxeram grandes melhorias, tentou-se encontrar um dador de medula óssea que fosse compatível, de entre os familiares mais directos. Sem sucesso. Como nós queremos que o D. volte depressa, que se livre dessa doença e volte a ser a pessoa que sempre foi, depressa se formou uma onda de solidariedade entre colegas de trabalho e também familiares destes. E assim, hoje fomos todos dar sangue e inscrever-nos no Centro Nacional de Dadores de Medula Óssea (CEDACE), por forma a encontrarem um potencial dador de medula que seja compatível com D.

E a sensação de poder estar a salvar uma vida é mais que óptima, acreditem. Já há algum tempo que eu andava para me inscrever como dador. Surgiu esta oportunidade (que não foi a melhor, diga-se de passagem), mas ainda assim sinto-me realizado. E o melhor de tudo? É que não custou nada, mesmo. Por vezes as pessoas, ou por ignorância ou mesmo porque nem querem saber, pensam que tornar-se dador de medula óssea é um bicho de sete cabeças. Mas não dói nada e a sensação de podermos estar a salvar uma vida humana é mais que reconfortante. Poderei não ser compatível com D., mas ao ficar registado no banco de dadores, posso vir a salvar a vida de outra pessoa. E quanto a D. , de certeza que há-de aparecer alguém que o irá ajudar a safar-se desta com distinção.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Puzzle Passion

Mais um Puzzle concluído! Desta vez o das princesas da Disney que foi comprado para oferecer à M. que vai fazer dois aninhos. Já está colado e encontra-se a secar. Agora falta escolher a moldura (tarefa que se avizinha difícil, devido à parafernália de cores) e depois é só esperar pelo aniversário.

Rox is Cool


Rox - "My Baby Left Me"
Recentemente tenho ouvido o álbum "Memoirs" de Rox. Tem uma voz muito agradável e doce e o ritmo das músicas é muito cool. Gosto particularmente desta música, mas também da versão acústica de "No Going Back".

Knight And Day

A vida é feita de encontros inesperados, que não fazem parte dos nossos planos. E é à volta de um encontro desta natureza entre os dois protagonistas deste filme que se desenrola o trama do mesmo. Cameron Diaz e Tom Cruise voltam a juntar-se, nove anos depois de terem feito Vanilla Sky, num filme de acção, por vezes exagerada mas onde a comédia é um dos ingredientes presentes. Não é um filme inesquecível mas ainda assim garante um pouco mais de hora e meia de bom entretenimento, que sabe bem nestes dias mais quentes. Dou algum ênfase à banda sonora, na sua maioria composta por músicas de Gotan Project que trazem um je ne sais quoi de suspense e glamour às cenas interpretadas pelos dois actores.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

40 oC

Há dias, como o de hoje, em que apenas apetece estar de molho!

sábado, 24 de julho de 2010

Saldos Bertrand

Por esta altura muitas são as lojas que estão em saldos, praticando preços muito abaixo do normal, com o objectivo de esgotar stocks e colecções antigas. E as livrarias Bertrand não ficam atrás e seguem o exemplo. E numa visita que fiz ao site, entrei na secção "Outlet Bertrand" e qual não é o meu espanto quando deparo com um desconto de 7 cêntimos - sim, leu bem caro leitor, são SETE cêntimos - no livro "O Quarto Segredo de Fátima". É a loucura dos preços baixos! Nunca ficou tão barato revelar um segredo. E não é um segredo qualquer, é o 4º Segredo de Fátima! Mas a Bertrand vai ainda mais longe, perderam a cabeça, só pode. O "Deus Das Pequenas Coisas" - que é um bom livro, recomendo - que tem um P.V.P de 10€, está à venda online pela módica quantia de... DEZ euros. Uau, com saldos assim quem consegue resistir?!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Um Dia...

Por vezes é a vontade que eu tenho.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Luto

Não sei como começar este post. Não sei o que escrever, pois é difícil exprimir a dor que me vai na alma. Nestas alturas é difícil falar quanto mais escrever, tal é a confusão em que mergulha a nossa mente.
Passamos a vida a adiar encontros, a adiar jantares, a adiar telefonemas, a adiar "aquele café à tanto tempo prometido, para colocar a conversa em dia". E de repente, quando acordamos para a vida, chegamos à conclusão que não podemos adiar mais, seja o que for. Porquê? Porque aquela pessoa a quem prometemos "aquele café" ou "aquela visita" já não está mais neste mundo, partiu para todo o sempre.
Recebi esta semana, a notícia de que um amigo meu falecera de acidente. Não estava à espera, ninguém estava à espera. Não estava preparado. Foi como levar um soco em cheio no estômago e ficar ali, horas, sem conseguir respirar. Foi como mergulhar num pesadelo e ao mesmo tempo ter consciência e não querer acordar, porque enfrentar a realidade dói como tudo. Ainda não acredito, parece mentira.
Daqui só concluo que não vale a pena guardarmos rancor, andarmos chateados uns com os outros, andar a discutir, a invejar o vizinho do lado, a dizer mal deste e daquele. Porque esta vida são dois dias e deve ser aproveitada ao máximo, tirar maior partido das amizades, da família, dos prazeres que a vida tem para nos oferecer. Porque quando menos esperamos, a oportunidade de sermos mais felizes, mais ricos humanamente, já se esfumou como nevoeiro numa manhã de Inverno. E é isto.

Tony, Paz à Tua Alma.

domingo, 18 de julho de 2010

Oranginaaaaaaaa!

Passaram quê, dez, quinze anos desde que bebi a minha primeira Orangina? Não sei precisar muito bem, só sei que foi há muito, muito tempo atrás. E hoje voltei a beber Orangina. E soube-me TTÃÃOOOO bem. Pena que a sua passagem por cá tenha sido breve, talvez porque não teve muita adesão. Mas agora voltou, com o aspecto de outrora, e o sabor tão delicioso!

"Levemente gaseíficada, a Orangina reúne, numa fórmula exclusiva, a mescla irrestível de vários citrinos, com destaque para a laranja. A sua garrafa em forma de bolha mantêm o ritual da necessidade de agitar a garrafa, sendo essa mesma a mensagem internacional que caracteriza a marca: “Agita essa Orangina”."

sábado, 17 de julho de 2010

O Estado da Nação

Por estes dias tem-se discutido na Assembleia da República o "Estado da Nação". E, não havendo incêndios para apagar e pessoas que morrem afogadas nas praias, os telejornais não falam de outra coisa. E a conclusão a que se chega, que não é de agora e por isso não é novidade, é que esta nação está doente, moribunda, decrépita, à beira da ruptura, irresoluta, completamente à beira de um ataque de nervos. E vai daí corta-se em tudo quanto é subsídios, aumenta-se o IVA, em suaves prestações que é para não doer tanto, cobram-se umas SCUT, aumentam-se os combustíveis, inventam-se umas taxas, etc, etc, tudo como uma forma de tapar o sol com uma peneira e continua-se a viver na ilusão de que este país um dia se irá erguer e fará jus ao nome de "nação". O país está em crise, disso ninguém tem dúvidas, mas mais que uma crise económica, este país não está a atravessar uma crise política, mas sim de políticos. Que tal começar a cortar nos ordenados dos senhores ministros, nos subsídios , nos prémios dos grandes empresários? Ou melhor ainda, cortar nas grandes obras públicas que pouco ou nada trazem de lucro ao nosso país. Por acaso alguém me perguntou se eu era de acordo que o dinheiro dos meus impostos fosse usado na construção de um aeroporto, ou nas linhas de um TGV? É triste insistirem com este tipo de obras quando existem hospitais públicos a cair de podres, estradas nacionais com autênticas crateras, escolas a fechar e o desemprego sempre a aumentar.
Quanto a vocês não sei, mas eu já me identifiquei mais com este país. Em tempos tive a oportunidade de emigrar, fazer pela vida num país estrangeiro que não era o meu. Mas recusei, por ser demasiado patriota, por ser muito pegado às minhas raízes. Hoje já não sei se fiz bem ou mal, mas eventualmente poderia estar mais bem servido.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Ulisses


I write like
James Joyce

I Write Like by Mémoires, Mac journal software. Analyze your writing!


Apropriado aqui

Digamos que até me vejo a escrever uma obra como "Ulisses" de James Joyce (ou então não) que no meu caso seria censurada, não por descrever aspectos da fisiologia humana considerados impublicáveis, mas porque para além dessas descrições iria ainda conter fotografias a ilustrar. Mas este escritor até tinha pinta e era muito à frente para a sua época.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Do Mundial 2010

Não, não venho aqui falar do beijo arrebatador que Iker Casillas trocou com Sara Carbonero, que já vai com quase dois milhões de visualizações e que está estampado em tudo quanto é blog. Também não venho falar daquele objecto horrível de aspecto fálico que faz um barulho ensurdecedor e que se chama vuvuzela. Venho antes mostrar o meu agrado pela vitória da nossa vizinha Espanha. Não que eu ligue muito ao futebol, ou quase nada, mesmo, mas já que a nossa selecção não conseguiu ir mais longe, e entre ganhar a Holanda ou a vizinha Espanha, que seja dada a vitória a nuestros hermanos. Mas o mais caricato disto tudo é que esta vitória também poderia ter sido nossa e hoje teríamos uma desculpa para faltar ao trabalho, por termos estado a festejar. A culpa foi de Afonso Henriques, que andou à chapada com a senhora sua mãe e andou a conquistar terreno aos mouros, em vez de estar sossegado no seu castelo, em busca de uma bela princesa, e hoje seríamos campeões mundiais.
Mas o que me intriga ainda mais nesta história toda do Mundial é a importância que se tem dado a um certo polvo de seu nome Paul. Primeiro, aquilo lá é nome para um polvo? Segundo, porquê dar nome a um polvo? E terceiro, os polvos não são para serem consumidos à lagareiro ou em saladas? Quem é que tem um polvo dentro de um aquário como animal doméstico? Dizem que acertou todos os jogos do mundial, apenas em troca de um mexilhão. Terá mesmo sido assim, ou foi pura coincidência? Eu pessoalmente, não acredito nesta coisa do polvo adivinho. Há ali qualquer coisa que me soa a falso. Ou isso ou este animal é mesmo inteligente e encontrou ali uma estratégia para não acabar servido num prato de restaurante, regado com azeite e alho.

sábado, 10 de julho de 2010

On Cinema Now

2666

Seis meses e 1030 páginas depois, eis que finalmente acabei de ler o romance 2666 do escritor chileno Roberto Bolaño. Foi um livro que deu luta mas ainda assim não foi abandonado a meio numa prateleira cá de casa. Pena que só no final, mas mesmo no final (e quando digo final, já nem sequer estou a falar do romance mas sim da "Nota à Primeira Edição"), tenha conseguido perceber o título do romance "2666". Se soubesse que era assim tinha poupado umas quantas páginas de tortura. Não porque seja um mau livro, mas estando dividido em cinco partes distintas e querendo abranger vários assuntos ao mesmo tempo, isto acaba por torná-lo num romance menos perfeito do que de facto poderia ter sido.

The Truth Is...

...abandonado, triste, desamparado é o estado em que se encontra este blog. Como um animal moribundo que inadvertidamente foi abandonado pelos seus donos em tempo de férias. Eu sei que não tenho estado presente. Mas a verdade é que por vezes a minha profissão obriga-me a ausências mais ou menos longas, não que isso seja mau de todo, pois gosto daquilo que faço, mas acabo por não ter a disponibilidade que gostaria para dedicar ao blog. E por vezes, quando surge essa disponibilidade, não há a vontade de escrever. Mas ainda assim, estou cá e não deixo de visitar este ou aquele blog que acho mais interessante. Prometo voltar ao blog, ainda que não diariamente, pelo menos com mais assiduidade.

segunda-feira, 22 de março de 2010

So You Think You Can Dance?

É por causa de momentos como este que vale a pena ver o "So You Think You Can Dance?" à sexta-feira no canal Fox Live. Sou fã deste programa que já vai na quinta temporada nos Estados Unidos e quem vê sabe do que estou a falar. Este programa transborda de talento no que à dança diz respeito e depois quando se têm coreógrafos e encenadores de alto gabarito como é o caso de Mia Michaels, o resultado só pode ser brilhante. Para ser mesmo perfeito, só diminuiria um pouco os gritos histéricos da Mary Murphy. Parece que o programa irá ser adaptado ao nosso país e ser exibido pela SIC. Não querendo dizer mal, só resta saber se alguma vez iremos atingir o nível e o sucesso do "So You Think You Can Dance?" original.

sábado, 20 de março de 2010

...

Odeio a filha da p*ta da Lei de Murphy, mas é que odeio mesmo.

terça-feira, 16 de março de 2010

What's Up?

E hoje dei comigo a ouvir este single que há muito, muito tempo não ouvia. É concerteza uma música que faz parte da banda sonora da minha vida e os "4 Non Blondes" foram uma das melhores bandas dos anos 90. Esses Grandes anos 90. Sabe bem voltar atrás! (musicalmente falando).

4 Non Blondes - "What's Up?"

Em Modo "ON"

E a modos que já entrei na minha rotina diária, e sinto-me 99,9% recuperado da constipação. Os 0,1% restantes dizem respeito à tosse que por vezes ainda decide dar um ar de sua graça. Parece que a Primavera está aí em força, o que veio melhorar o meu astral. Mas a cereja no topo do bolo é mesmo o facto de eu agora estar de férias, apesar de não saber bem por quanto tempo, o que tem o seu lado bom , mas também o mau. Whatever, tenho é que aproveitar estes dias em que me encontro longe do stress do trabalho e longe daquelas "melgas" que insistem em azucrinar-me a cabeça sempre que surge um problema, e com este problema em vez de se concentrarem na sua solução rápida e eficaz, arranjam ainda mais dez problemas. E agora vou ali apanhar um pouco de sol e depois vou fazer as malas e partir por aí sem destino certo. Não é boa, esta sensação de se viajar sem não se saber bem para onde? Voltarei...

domingo, 14 de março de 2010

Sol

O ideal seria ele ter vindo para ficar. A ver vamos. O melhor a fazer é aproveitar enquanto anda por cá.

A Minha Mais Recente Descoberta

Não resisti a comprá-lo quando o vi na prateleira, enquanto andava às compras. Um delicioso cacau com um intenso sabor a chocolate e uma textura espessa e aveludada. Era mesmo disto que eu andava à procura para tornar ainda mais interessante o meu pequeno-almoço. Mas atenção, deve consumir-se moderadamente, pois pode tornar-se um vício.

sábado, 13 de março de 2010

"Deficiências" por Mário Quintana

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar a sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.

"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direcção daqueles que precisam da sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.

E, finalmente, a pior das deficiências é ser "Miserável", pois:

A amizade é um amor que nunca morre.

por, Mário Quintana

quarta-feira, 10 de março de 2010

Pratos (re)Inventados

Deve ser uma nova tendência que anda por aí, a dos cozinheiros quererem reinventar novos pratos e adapta-los à cozinha gourmet. Ou isso ou a ASAE anda distraída. É que é preciso ter muito azar, num só dia, em duas refeições diferentes, encontrei coisas estranhas no prato. Ao almoço, empadão de carne no qual encontrei um caracol. Isso mesmo, um caracol. Ainda se estivesse a beber cerveja para acompanhar...mas nem isso. Ao jantar, grelhada mista com salada e...um cabelo. É nojento, eu sei. E é muita coisa estranha para um só dia na minha comida.

Em Modo "Stand By"

E lentamente começo a recuperar do meu estado anterior de melancolia. Quase curado da constipação (maldita tosse que ainda persiste), já retomei o trabalho e os meus dias vão ficando cada vez melhores. Claro que o sol também veio ajudar. E muito. Tinha a necessidade de sentir aquele quentinho e ver aquela luz brilhante e natural, como se isso fosse indispensável para eu viver, como se se tratasse de uma planta que necessita de fazer a sua fotossíntese todos os dias.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Em Modo "OFF"

Não tenho aparecido muito por aqui, não por falta de tempo, mas antes porque simplesmente não me tem apetecido escrever. É uma fase, acho eu. Estive destacado numa missão humanitária na ilha da Madeira, durante oito dias. Sobre este assunto não posso adiantar muito mais. Apenas que o facto de ter lá estado, nas circunstâncias que toda a gente conhece, foi marcante e decerto jamais esquecerei esse momento da minha vida. E regressado ao Continente deparo-me com uma valente constipação que teima em não me abandonar. Eu tento resistir e ser mais forte, mas está a dar luta.
E os meus dias têm sido assim, cinzentos melancólicos e sem vontade para nada. Estou em modo "OFF".
E já agora, já parava de chover. Como é possível haver tanta água lá em cima?

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

"Paradise Circus" com Bolinha!

Este é o vídeo do novo single dos Massive Attack, o cartão de visita do álbum "Heligoland". Está a dar que falar por parte da imprensa, sobretudo britânica, devido ao seu conteúdo "pornográfico". Neste vídeo, a ex-actriz pornográfica Georgina Spelvin, que se tornou uma estrela com o filme "The Devil in Miss Jones" , hoje com 73 anos, fala sobre a sua experiência no mundo da pornografia ao mesmo tempo que são exibidas imagens do filme.

"Heligoland" Censurado

Capa do álbum "Heligoland" dos Massive Attack
Desde o álbum Mezzanine, em 1998, que me tornei fã desta banda de trip-hop inglesa. Cheguei a recear que tivesse chegado ao fim, pois o último álbum editado data de 2003. Mas volvidos sete anos, eles estão de regresso e em grande forma com o seu mais recente trabalho "Heligoland", que já tive oportunidade de ouvir. Mas como nem tudo é fácil na vida de um artista, os Massive Attack viram os cartazes publicitários com a capa de "Heligoland" serem removidos das estações do metro em Londres. Segundo a banda declarou ao jornal "Daily Star", a empresa responsável pelo metro de Londres acha que a capa do disco é demasiado parecida com um graffiti para poder ser exposta no metro. Robert Del Naja, um dos elementos da banda, refere que "eles não permitem que se exiba nada no metro que seja parecido com arte urbana. Querem que removamos tudo. É a censura mais absurda que já vi". A banda viu-se forçada a redesenhar o trabalho gráfico para poder exibi-lo nas estações do metro.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Nine

Nine não deixa de ser um bom filme, no entanto não é uma obra-prima da sétima arte. Muito na linha daquilo a que Rob Marshall, o realizador, já nos tinha habituado com a anterior sequela, "Chicago", Nine tem para nos oferecer um elenco de luxo com bons actores e uma boa realização. Mas depois de ter visto Chicago, em 2002, confesso que estava à espera de algo melhor, ou pelo menos diferente, não superando por isso as minhas expectativas. Ou seja, volvidos oito anos, supus que Marshall realizasse agora algo inovador no mundo dos musicais. É, contudo, uma verdadeira homenagem ao cinema italiano, que teve o seu auge nas décadas de 60 e 70.
Salve-se o brilhante desempenho da actriz Penélope Cruz que já não precisa de dar provas de que é uma actriz excelente. Com a sua personagem ela consegue atribuir ainda mais sensualidade ao filme. Também Judi Dench esteve em grande, como seria de esperar e Fergie, a vocalista dos "Black Eyed Peas" fez uso da sua inigualável voz para surpreender com a música Be Italian. Quanto ao actor principal, Daniel Day-Lewis, esteve bem no seu papel de realizador que enfrenta uma grave crise a nível pessoal e profissional e que mistura o trabalho com as mulheres da sua vida.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Greatest Song

Florence And The Machine - "Dog Days Are Over"

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Grammy Awards 2010

Rosa Lobato de Faria 1932 - 2010

"Que Perigosa Palhaçada"

Parece que o "nosso" querido Primeiro Ministro está envolvido numa nova polémica. Consta que foi apanhado com a boca na botija a dissertar infâmias sobre o tão prestigiado jornalista Mário Crespo. Este, por sua vez, não se fez rogado e veio a público dizer de sua justiça, ao mesmo tempo que escreve a seguinte crónica sobre o assunto, para o Jornal de Notícias, mas que nunca chegou a ser publicada por esse mesmo jornal. Ora vejamos:

O Fim da Linha
Mário Crespo
"Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada."

domingo, 31 de janeiro de 2010

Separados à Nascença?! (IX)

Victoria Beckam vs. Jack Skellington