domingo, 30 de agosto de 2009

Inglorious Basterds

Há muito, muito tempo que eu não saía de um cinema com tamanha satisfação. Inglorious Basterds é um filme daqueles que dá prazer em ver e rever e que nos satisfaz enquanto espectadores. E quem melhor poderia pegar numa história sobre o holocausto, totalmente ficcionada e transformá-la numa peça de duas horas e meia de entretenimento? Quentin Tarantino, pois então. Só ele nos poderia presentear com tamanha qualidade cinematográfica ou não fosse ele já um dos maiores génios do cinema da actualidade. 15 anos depois de ter estreado Pulp Fiction, também da sua autoria, eis que agora surge com a obra que definitivamente o colocará na história do cinema. Talvez este filme não obtenha o auge que Pulp Fiction atingiu, mas é de certeza o filme mais bem realizado de Tarantino. Tudo foi milimetricamente estudado e elaborado, desde a escolha dos actores, os cenários, o argumento, a fotografia, os diálogos, e também a banda sonora. Tarantino superou-se e surpreende o telespectador com tamanha qualidade cinematográfica. Aliás, qualidade essa que ele já provara antes em filmes como Reservoir Dogs e Kill Bill.
O filme é contado em cinco capítulos, uma espécie de romance que começa com a fuga de Shosana (Mélanie Laurent), uma jovem judia, que vê a sua família ser tragicamente assassinada pelo destemido coronel nazi Hans Lada (interpretado por Christoph Waltz), numa altura em que a França se encontra invadida por Hitler.
Mais adiante somos confrontados com o lunático e extrovertido Tenente Aldo Raine (Brad Pitt) e a sua companhia de "basterds", que vindos da América chegam a França com um único objectivo, que nas palavras e sotaque característico de Aldo Raine é descrito como "We're gonna be doing one thing and one thing only...Killing Nazis".
Finalmente o culminar da história dá-se quando o Tenente Aldo descobre que a grande maioria das chefias nazis, incluindo Hitler, irão reunir-se num cinema nos arredores de Paris, cuja proprietária é precisamente Shosana. Aqui ambos vêm uma oportunidade de vingança contra os que fuzilaram o seu povo e não vão perdê-la por nada.
Para quem, como eu, há uns anos atrás seguia a série de culto "Allô Allô", de certo que a irá identificar com alguns momentos deste espectacular filme, pois a época retratada bem como a história em si tem algumas semelhanças.
Destaco o desempenho de Brad Pitt, actor que despensa apresentações, veja-se o seu já extenso currículo. Quem melhor que ele para dar vida ao cómico e lunático Tenente Aldo Raine, uma personagem bem à maneira de Tarantino. Também o seu subordinado, Donny Donowitz (Eli Roth), conhecido por "Bear Jew", vem dar mais qualidade e criatividade ao filme pela forma peculiar em fuzilar nazis com um taco de basebol.
Uma obra prima que é obrigatório ser vista num grande ecrã afim de se poder desfrutar de toda a sua grande qualidade.

3 comentários:

Rubia disse...

AAAHHHHHHH AMIGOOOO!!!!!!!!!!!!!! isso é que foi O momento do meu sabado! lindo! fantástico! sai da sala de cinema e parecia que me tinham atropelado a mente!!! O tarantino é mesmo fora do normal!

C.Cruz disse...

Rubia:
Completamente, o filme está mesmo fora de série. ADOREI!

paulo disse...

foi surprendente, ja que esperava por um final concordado com a historia real, mas ao termino do filme me senti um pouco vingado ja que esse era o final que muitos queriam que realmente tivesse ocorrido... .